S. Miguel do Rio Torto: Actualidade e História

Site de História e Actualidade de S. Miguel do Rio Torto. Toda a informação retirada do blog para quaisquer trabalhos/publicações, o blog deverá ser citado. Por outro lado, comentários anónimos,com nomes fictícios, frases que visem atingir outrem ou palavras menos correctas serão apagados assim que me aperceber da presença no blog.

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Nome:
Localização: Coimbra, Coimbra, Portugal

Natural de S. Miguel do Rio Torto (Abrantes). Licenciado em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Estágio Profissional no Arquivo Histórico do Concelho de Abrantes. Pós-graduado em Ciências Documentais (Arquivo). Organizou e Inventariou o Arquivo da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra. Mestre em História - Museologia pela Universidade de Coimbra. Interesses de Investigação: História da vida estudantil, História da Universidade, Patrimónios material e imaterial da vida estudantil. Museu Académico de Coimbra. Autor de vários livros como as biografias de Lucas Junot, Dr. Joaquim Isabelinha e de instituições como o Museu Académico de Coimbra. Trabalho na Galeria Académica do Museu da Ciência da Universidade de Coimbra.

quarta-feira, janeiro 31, 2007

Outras Freguesias Homónimas de S. Miguel do Rio Torto


Por todo o território Português há muitas terras homónimas, umas Freguesias, outras não. É óbvio que S. Miguel do Rio Torto não escapou a essa regra, não no todo, mas em parte, visto que não existe outra terra também denominada S. Miguel do Rio Torto na íntegra. com a denominação S. Miguel, há inúmeras terras que a enúmerar daria uma enorme lista, pelo que optámos apenas pela outra parte do nome da nossa terra: Rio Torto, denominação que certamente se deverá ao intitulado Rio Torto, um pequeno rio que nasce num local denominado Padrão, mesmo nos limites do Concelho de Abrantes, na Freguesia de Bemposta (Abrantes) e termina na Freguesia de S. Miguel do Rio Torto (Local de Naveiros), onde desagua no Rio Tejo, se tivermos em conta as Memórias Paroquiais de 1758, que têm um post neste site com a imagem e respetiva transcrição Paleográfica do documento.

Após uma pesquisa, concluímos que com a demonimação de Rio Torto apenas existem duas povoações que também são sede de Freguesia que são:


- Rio Torto, Concelho de Gouveia e Distrito da Guarda, informação que pode ser vista no site da Câmara Municipal de Gouveia em: www.cm-gouveia.pt/main.asp?menu=jf_riotorto


- Rio Torto, Concelho de Valpaços e Distrito de Vila Real, informação que pode ser vista no site da Câmara Municipal de Valpaços em: www.cm-valpacos.pt/concelho/freguesias/riotorto.html


Desta forma, para já, são apenas duas as Freguesias Homónimas (apenas denominadas por "Rio Torto", S. Miguel há muitas) que existem em Portugal, facto que, no Concelho de Abrantes não se concerne apenas à nossa freguesia, já que localidades ou freguesias em Portugal com a denominação de localidades de Freguesias do Concelho de Abrantes há várias, só a título de exemplo: Bemposta, Carvalhal ou Rio de Moínhos, há muitas mais freguesias com esta denominação.

segunda-feira, janeiro 29, 2007

Henrique Augusto da Silva Martins: Industrial, Monárquico Integralista, Ultra Salazarista e Presidente da Câmara Municipal de Abrantes


Henrique Augusto da Silva Martins, nasceu em Carvalhal, Freguesia de S. Miguel do Rio Torto a 24 de Agosto de 1887, sendo filho de João Augusto da Silva Martins e Esperança Augusta da Silva Martins.
Destacou-se como industrial, pois foi quem durante muitos anos Administrou a "Companhia de Moagem de Abrantes", fundada pelo seu pai que então a tinha crismado de "Companhia de Moagem Afonso XIII", dado que era Monárquico e o próprio Afonso XIII de Espanha veio à inauguração da moagem, teve este cargo até práticamente à sua morte.
Era Monárquico assumido e mais tarde, com o golpe castrense de 28 de Maio de 1926 e posteriormente, a instauração do Estado Novo com a Constituição de 1933, passou a ser um dos Ultras Salazaristas mais fanáticos, pois se tivermos em atenção que a 7 de Setembro de 1925 (ainda durante a vigência da primeira República!), no seu discurso oficial como Vereador da Câmara Municipal de Abrantes exalta os valores da Raça Lusitana, de Deus e da Pátria!
O Ultra Salazarismo fez-se verificar em algumas acções, nomeadamente, a 18 de Julho de 1937, quando, já Presidente da Câmara Municipal de Abrantes mandou celebrar um "Te Deum" de acção de graças por Salazar ter sobrevivido ao atentado de 4 de Julho de 1937, em Lisboa, na Avenida Barbosa do Bocage. Mas estas acções não se ficaram por aqui, pois a 28 de Abril de 1941, como Presidente da Câmara de Abrantes, promoveu uma manifestação nacional de homenagem a Salazar, entre muitas outras coisas. Além de não esconder o nacionalismo exacerbado, sobretudo, quando a Câmara Municipal de Abrantes, sob a sua Presidência, a 23 de Maio de 1939, inicia uma subscrição nacional para a construção do Monumento a Nuno Álvares, que apenas seria inaugurado já nos anos sessenta.
Presidiu à Câmara Municipal de Abrantes de 30 de Janeiro de 1935 a Novembro de 1944, tendo como "braço direito" Manuel Fialho da França Machado. Durante esta presidência, apesar de algumas melhorias para o Concelho de Abrantes, o seu "Consulado" caracterizou-se pelo autoritarismo pessoal.
Terá sido acometido de uma trombose e faleceu a 18 de Janeiro de 1949 no Hospital de Santo António, no Porto, onde se encontrava hospitalizado.
Dos seus filhos, destacam-se o Embaixador Dr. Henrique Martins (filho mais velho) e o Eng. º António Martins que já presidiu à JAE.
BIBLIOGRAFIA
- CAMPOS, Eduardo - Cronologia de Abrantes no Século XIX. Abrantes: Câmara Municipal de Abrantes, 2005.
- CAMPOS, Eduardo - Cronologia de Abrantes no Século XX. Abrantes: Câmara Municipal de Abrantes, 2000.
MARTINS JÚNIOR, [João Augusto da Silva] - Homenagem ao Ilustre e Honrado Português que se chamou António Augusto da Silva Martins. Lisboa: Tipografia Henrique Torres, 1930.
IMAGEM
Na Imagem, datada de 13 de Junho de 1921, estão os seus pais, João Augusto da Silva Martins e Esperança Augusta da Silva Martins, o seu filho mais velho, Dr. Henrique Martins, futuro embaixador. Mais atrás está Henrique Augusto da Silva Martins (de bigode), com o seu irmão, Dr. António Augusto da Silva Martins.
Nota: Imagem retirada da obra de "Martins Júnior", já citada.

João Augusto da Silva Martins Júnior ("Martins Júnior"): Republicano, Jornalista e Escritor

João Augusto da Silva Martins Júnior, nasceu em 1883 em Carvalhal, Freguesia de S. Miguel do Rio Torto. Era filho de João Augusto da Silva Martins e Esperança Augusta da Silva Martins e irmão de: Manuel Augusto da Silva Martins, Joaquim Augusto da Silva Martins, Henrique Augusto da Silva Martins e António Augusto da Silva Martins.
Como Político e sobretudo Republicano, já no final da primeira República, em 1926, participou na célebre revolta de Almada, em 2 de Fevereiro de 1926. Nesta revolta, chefiou uma coluna da Escola de Artilharia de Vendas Novas, pois era Republicano, mas contra a política desastrosa que considerava que a primeira república tinha.
Com a revolta prontamente controlada pelas forças governamentais, tal como os outros cabecilhas da revolta foi deportado para os Açores, e é aí que recebe a notícia do golpe castrense 28 de Maio de 1926 e é libertado.
No regresso dos Açores, o Marechal Gomes da Costa propôs-lhe o lugar de Presidente da Câmara Municipal de Lisboa que prontamente recusou, tendo-se dedicado à vida particular e sobretudo à escrita com prosa e poesia.
Também foi jornalista, participando activamente no Semanário O Libertador, que fundou em Lisboa em 1924 e do qual foi Diretor.
Estabeleceu residência em Lisboa, na Avenida Duque de Ávila, tendo casado em Lisboa, casamento de que resultaram dois filhos: Júlia Martins Mota e Dr. Jorge Rodrigues da Silva Martins.
Faleceu na sua residência em Lisboa a 3 de Novembro de 1946, tendo sido sepultado no cemitério do Alto de S. João, em Lisboa, no dia seguinte.
Do seu memorial, restam sobretudo as suas obras, das quais destaco:
- Ninfas do Brasil.
- Saudade
- Trindades da Vida.
E sobretudo a sua obra mais conhecida, o "in memoriam" ao seu irmão Dr. António Augusto da Silva Martins:
- MARTINS JÚNIOR, [João Augusto da Silva] - Homenagem ao Honrado e Ilustre Português que se chamou António Augusto da Silva Martins. Lisboa: Tipografia Henrique Torres, 1930.
Além disso, ficou popularmente conhecido como "Martins Júnior".
BIBLIOGRAFIA
- Correio de Abrantes de 10 de Novembro de 1946.
- O Século de 4 de Novembro de 1946.
AGRADECIMENTOS
- Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, onde consultámos os periódicos em questão.
NOTA: Até ao momento não foi possível qualquer imagem de "Martins Júnior", visto que os periódicos não tinham qualquer imagem deste, contudo, se vier a conseguir alguma imagem deste, será colocada posteriormente.

quinta-feira, janeiro 25, 2007

Dr. António Augusto da Silva Martins: uma figura ilustre





Embora esta ilustre figura não seja natural da Freguesia de S. Miguel do Rio Torto, eram enormes os laços afectivos e familiares que tinha com S. Miguel do Rio Torto que seria imperdoável não fazer um post sobre o Dr. António Augusto da Silva Martins.
O Dr. António Augusto da Silva Martins nasceu a 5 de Abril de 1892 em Abrantes, embora não possua provas concretas se na Freguesia de S. João ou S. Vicente e era filho de João Augusto da Silva Martins e Esperança Augusta da Silva Martins (naturais de S. Miguel do Rio Torto), tendo três irmãos: Henrique Augusto da Silva Martins, Joaquim Augusto da Silva Martins e João Augusto da Silva Martins Júnior (mais conhecido por "Martins Júnior"), todos estes naturais da Freguesia de S. Miguel do Rio Torto, pois nasceram no local de Carvalhal, junto da antiga moagem.
Fez os estudos primários em Santarém com o Prof. António Pereira do Nascimento e, em 1904, ainda por terras escalabitanas ingressou no Liceu Sá da Bandeira, porém, em 1905, por vontade dos pais, transferiu-se para o Liceu de Coimbra (Liceu José Falcão), onde foi um distinto aluno.
Refere a obra Homenagem ao Ilustre Português que em vida se chamou António Augusto da Silva Martins, da Autoria do seu irmão "Martins Júnior" (Lisboa: Tipografia Henrique Torres, 1930), que em 1911 começou a frequentar o Curso de Filosofia (então na Faculdade de Ciências) que era os preparatórios para o Curso de Medicina, tal como quatro cadeiras na Faculdade de Medicina de Coimbra a iniciar o Curso de Medicina tendo, porém, pedido transferência para a Faculdade de Medicina de Lisboa.
Isto suscita uma ampla questão, é que eu consultei os anuários da Universidade de Coimbra daqueles anos e a documentação no Arquivo da Universidade de Coimbra, nomeadamente os requerimentos de Matrícula do Curso de Filosofia e do Curso de Medicina, respectivamente das Faculdades de Ciências e de Medicina, tal como os Livros de Matrículas e termos de Exames e o nome do Dr. António Augusto da Silva Martins não consta em nenhum, o que permite avaliar que aquela afirmação de que terá frequentado Filosofia e ainda o Curso de Medicina em Coimbra é falsa, pois se assim fosse, o seu nome constaria nos referidos documentos.
Em 1913 começou a frequentar Medicina em Lisboa, ano em que foi numa viagem de estudo a Cabo Verde e obteve a classificação de 19 valores a anatomia, facto que lhe valeu ser assistente de Anatomia, tendo terminado o Curso de Medicina com elevada distinção em 1917.
Após terminar o Curso de Medicina, era também a época em que Portugal estava completamente mobilizado para a Guerra, por isso, em 1918, foi incorporado como Tenente Médico no Batalhão de Infantaria 14, com o qual embarcou para França a caminho das trincheiras da Flandres.
Chegado a França, como o seu Batalhão era da rectaguarda, requereu de imediato transferência para o Batalhão nº 23 que ia para a frente de batalha na Flandes. Na frente de Batalha, como Tenente Médico, demonstrou ser um bravo combatente, tendo sido condecorado com a Cruz de Guerra de primeira classe e a fourragére da Torre e Espada, tendo participado nas ofensivas contra os alemães no final da Guerra.
Ainda em França, pois não voltou logo a Portugal em 1918, participou em torneios de Corrida e Tiro, tendo ficado em 1 º Lugar no "Torneio Pershing" e recebido o prémio das mãos do General Pershing, comandante da força expedicionária dos EUA que participou na Grande Guerra.
Regressou posteriormente a Portugal e conta-se que após o seu regresso terá trazido de França o Carvalho que hoje se encontra no pátio mesmo junto à antiga moagem.
Participou em muitos torneios de Tiro e de Atletismo, tendo ganho muitos destes, destacando-se a sua participação nos torneios de Roma (1927), Amesterdão (1928) e Estocolmo (1929).
Exerceu Medicina em Lisboa, onde conviveu de perto com o Professor Egas Moniz (futuro Prémio Nobel da Medicina em 1949) e com o Professor Francisco Gentil que, aliás, viria a ser o seu sogro, já que casou com Madalena Gentil da Silva Martins, união da qual nasceram três filhos, com destaque para o Professor Gentil Martins, actualmente famoso pelas operações aos Gémeos Siameses.
Faleceu em finais de 1930 durante uma prova de tiro em Pedrouços, aparentemente foi acidente, pois referem que a arma disparou acidentalmente.
Aquando do seu falecimento, decerto que se tratava de uma pessoa importante, já que foi notícia em todos os jornais nacionais de 1930, desde o Século ao Diário de Notícias, entre outros, sem falar de uma missa que uma semana depois foi realizada na Igreja Paroquial de S. Miguel do Rio Torto a que ocorreu gente de práticamente todo o Concelho de Abrantes, tendo a Igreja ficado superlotada com mais de 3000 pessoas a quererem assistir, pelo menos assim afirma o "Diário de Notícias" de 12 de Outubro de 1930.
Em relação ao seu memorial, actualmente a Avenida Principal de Rossio ao Sul do Tejo tem o seu nome, tal como existe um Busto no Jardim do Castelo de Abrantes.
A sua morte deve ter marcado muito também a sua família, pois se repararmos neste poema que lhe dedicou o seu irmão João Augusto da Silva Martins Júnior, que intitulou de António Martins:
O destino foi cruel, ao roubar-te tão cedo
A todos nós, que a tua morte pranteamos ...
E tu, António, partiste ... ias calmo e sem medo,
E contigo levaste as máguas que choramos
Oh! Tantas penas, tantas máguas doloridas,
Tanta lágrima, oh Deus! que por ti derramamos,
E tantos prantos cruéis, oh lágrimas sentidas,
Por ti, querido António, a quem nós tanto amamos!
E foste em vida um santo e essa grande bondade
Foi tão pura, senhor! Dae-nos por compaixão
De nosso ser divino a imensa piedade
que traga para nós toda a consolação
Ficamos, como vês, assim bem desolados
E a nossa dor foi grande, imensamente grande,
Como se a nossa alma se partisse aos bocados,
Tanta angústia ele encerra e em saudades se expande.
BIBLIOGRAFIA
- ANUÁRIO DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA DO ANO LECTIVO DE 1911/1912. Coimbra: Imprensa da Universidade, 1912;
- ANUÁRIO DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA DO ANO LECTIVO DE 1912/1913. Coimbra: Imprensa da Universidade, 1913;
- Comércio do Porto de 4/10/1930;
- Diário de Lisboa de 4/10/1930;
- Diário de Notícias de 4/10/1930 e 12/10/1930;
- Livros de Matrículas da Faculdade de Ciências e da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra;
- Livros de Termos de Exames da Faculdade de Ciências e da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra;
- MARTINS JÚNIOR, [João Augusto da Silva] - Homenagem ao Ilustre e Honrado Português que se chamou António Augusto da Silva Martins. Lisboa: Tipografia Henrique Torres, 1930;
- Requerimentos de Matrículas da Faculdade de Ciências e da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra.
AGRADECIMENTOS
- Arquivo da Universidade de Coimbra, em que consultámos a documentação relativa à Faculdade de Ciências e Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra dos anos 1911, 1912 e 1913.
- Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, onde consultámos os periódicos.
LEGENDA DAS IMAGENS
- Figura 1: o Dr. António Augusto da Silva Martins com a farda de Tenente Médico;
- Figura 2: o Dr. António Augusto da Silva Martins com a farda de Tenente Médico em uniforme de campanha nas Trincheiras da Flandes, em Ambleteuse, em Maio de 1918;
- Figura 3: o Dr. António Augusto da Silva Martins enquanto Estudante de Medicina em Lisboa
- Figura 4: O Dr. António Augusto da Silva Martins em família, em Carvalhal (Freguesia de S. Miguel do Rio Torto), em 1921, na companhia dos pais, e do irmão, Henrique Augusto da Silva Martins e de um dos filhos deste.
Nota: todas as imagens foram retitadas da obra de "Martins Júnior", já citada.
NOTA: Obra de "Martins Júnior" da Biblioteca Particular de Rui Lopes.

segunda-feira, janeiro 22, 2007

Profissão já desaparecida: Ferrador



Uma das profissões da nossa terra e não só, pois cada terra tinha um é o Ferrador.
Antigamente todas as terras tinham tinham um ferrador, pois tratava-se de uma profissão utilitária para as necessidades da época, sobretudo se tivermos em conta que o meio de transporte daquela época era a cavalo, para as classes mais abastadas e de burro ou mula com carroça para as classes mais necessitadas, pois não havia casa que não tivesse cavalo, burro ou mula com carroça.
com a utilização contínua destes animais no quotidiano os cascos gastavam-se, pelo que tinham de pôr as ferraduras para que durassem mais, além de o Ferrador também possuir a tesoura que cortava as crinas de tais animais. Este facto fazia com que a profissão de ferrador tivesse muita saída profissional e houvesse muito trabalho nesta área.
A oficina do ferrador tinha um tronco onde eram amarradas as patas dos animais na operação de ferrar, um fole e uma bigorna onde a ferradura era moldada de acordo com o tamanho do casco do animal.
Falar da profissão de ferrador em S. Miguel do Rio Torto é falar das minhas próprias origens, já que quem exerceu esta profissão em S. Miguel do Rio Torto era meu bisavô, pai da minha avó paterna, Maria Elisa Rodrigues Lopes (5/5/1909-10/11/2005).
Quem exerceu esta profissão em s. Miguel do Rio Torto foi João José Rodrigues (1884-1966), que era popularmente conhecido por João Ferrador, certamente devido à profissão. Não sei ao certo desde quando exerceu a profissão em S. Miguel, certo é que em 1909, já a exercia, conforme vem no registo de baptismo da sua filha mais velha, Maria Elisa Rodrigues Lopes: [...]filha de João José Rodrigues, ferrador e de Elisa Joaquina, do governo de sua casa [...]. O que prova que em 1909 já exercia aquela profissão e exerceu-a até à sua morte, em 2 de Janeiro de 1966.
Continuou a sua profissão o seu filho Luís Rodrigues, que até há bem pouco tempo continuou a exercer e ainda exerce quando é requisitado para tal. Por outro lado, naquela época era costume os pais passarem o testemunho da profissão aos filhos e até genros, tanto que outro dos filhos, António José Rodrigues também aprendeu o ofício e exerceu esta profissão em Ulme (Chamusca), para onde foi habitar e o seu genro Manuel "Ferrador", na Bemposta também aprendeu o ofício e exerceu-o na Bemposta. Contudo, como hoje já ninguém usa aquele meio de transporte, pode-se considerar uma profissão práticamente extinta.
Entretanto, o Eng.o Maia Alves que Administra os sites de História de Mouriscas em: www.motg.blogs.sapo.pt e www.motg.no.sapo.pt (façam uma visita) também num mail me chamou à atenção que por vezes os ferradores eram quase como que veterinários, tendo até enviado estes versos relativos a essa situação dos ferradores, que são assim:
Certo Médico afamado,
Tendo doente um jerico,
Mandou chamar o ferrador
Para curar-lhe o burrico
Pronto o bicho, quanto devo?
Pergunta o Dr. Fabrício.
Nada, que nós não levamos dinheiro
aos que são do mesmo ofício.
Foto: João José Rodrigues, vulgo "João Ferrador".
Nota: Foto da Colecção Particular de Rui Lopes.

Inauguração do novo Edifício do Centro de Saúde



Segundo já tinha sido tornado público pela Junta de Freguesia, hoje, pelas 10.30, foi inaugurado o novo edifício da extensão do Centro de Saúde de Abrantes em S. Miguel do Rio Torto que conta com a presença do Director da ARS de Santarém, Dr. Fernando Afoito.

O novo edifício situa-se na Urbanização do Vale das Donas, paredes meias com o edifício da Junta de Freguesia que tem o atendimento administrativo, Médica de Família e Enfermagem. A médica de família é a Dr. ª Ana Fernandes, Licenciada em Medicina pela Universidade de Coimbra e médica de família em S. Miguel do Rio Torto já há alguns anos, enquanto que o serviço de enfermagem é prestado pela Enfermeira Irene Catroga, Enfermeira em S. Miguel do Rio Torto já há muitos anos.

Deste modo, após muitos anos a funcionar no edifício da Casa do Povo de S. Miguel do Rio Torto, a Extensão do Centro de Saúde passa para o actual edifício.

Ainda neste âmbito da medicina, cumpre referir que desde os anos 30 foram médicos em S. Miguel do Rio Torto: Dr. João José Luís Damas, Licenciado em Medicina pela Escola Médico-cirurgica do Porto nos finais do Século XIX (já tem um artigo neste site); Dr. José Rasquilho; Dr. Jorge Donato; Dr. Farinha Pereira; Dr. Teófilo, Licenciado em Medicina pela Universidade de Lisboa, originário de Goa; Dr. ª Mariana Peixoto, Licenciada em Medicina pela Universidade de Coimbra; Dr. João Louro Semedo Correia, Licenciado em Medicina pela Universidade de Lisboa; a que se segue a Dr. ª Ana Fernandes, Licenciada em Medicina pela Universidade de Coimbra.

Nota: Como não estou em S. Miguel do Rio Torto no memoento em que foi a inauguração, se possível, agradecia a alguém que possua imagem da inauguração que fizesse o favor de me enviar por mail de forma a incluir neste post. Obrigado!
NOTA: O novo Centro de Saúde é na porta do lado direito.

terça-feira, janeiro 16, 2007

S. Miguel do Rio Torto na Internet

Dado que actualmente a internet é um importante veículo de difusão de informação a nível mundial, também achei pertinente divulgar os sites (ou parte destes) que dizem respeito a S. Miguel do Rio Torto, a nível generalizado que se encontram na net. é certo que há muitos sites que contêm pequena informação sobre S. Miguel do Rio Torto, no entanto, optei apenas pelos que têm mais informação. Desta forma, segue-se a lista de sites:
- Trata-se de parte um site em que está o símbolo a bandeira e o estandarte de S. Miguel do Rio Torto, assim como o ponto de acesso para a informação de todas as Freguesias do País.
- Trata-se de parte do site da Câmara Municipal de Abrantes. Uma vez neste site, terá de se ir ao link "Município", uma vez neste lik a "Juntas de Freguesia" e neste último link clicar em S. Miguel do Rio Torto.
-Trata-se de um site da Wikipedia que contém características da Freguesia de S. Miguel aos mais variados níveis, assim como imagem do Brasão e de um Mapa do Concelho de Abrantes onde se destaca a Freguesia de S. Miguel do Rio Torto.
-Trata-se do site da Escola Primária de S. Miguel do Rio Torto, que contém alguma informação acerca da localidade, entre outras coisas.
-Trata-se do site da Casa do Povo de S. Miguel do Rio Torto que, por enquanto, apenas tem fotos e o mail de contacto. Esperamos que brevemente venha a ter mais informação.
-Trata-se de parte de um site onde vem a paróquia de S. Miguel do Rio Torto e também a informação acerca do pároco.
- Trata-se do Blog da Associação Rio Torto, que tem informação das várias actividades da referida Associação.
Trata-se de um parte de um site com imagens aéreas de S. Miguel do Rio Torto.

terça-feira, janeiro 09, 2007

A Evolução Administrativa da Junta de Freguesia e os seus Presidentes

A Junta de Freguesia nem sempre teve esta designação, pois no século XIX designava-se por Junta de Paróquia e quem a presidia era o pároco, coadjuvado pelos respectivos "auxiliares" que constituiam aquilo a que actualmente chamamos de executivo.
Contudo, nem sempre as Juntas de Paróquia tiveram o mesma composição e foram sofrendo transformações conforme as necessidades de cada época e as modificações que lhes eram impostas pelos inúmeros Códigos Administrativos que proliferaram no século XIX e as transformações no poder local que cada governo impunha (uns centralizavam, depois vinham outros que descentralizavam ... e andava sempre em mudança).
Os Códigos Administrativos surgiram com o Liberalismo e estavam sempre ligados a um regime político da época em que vigoravam, por isso optei apenas pelos mais importantes, ou seja, por aqueles que considero terem feito mudanças de fundo na Administração Local e entrando mesmo no Século XX, considero que foram importantes os seguintes: 1836 (Setembrismo); 1842 (Costa Cabral); 1878 (Código Administrativo de Rodrigues Sampaio); 1896 (do Franquismo); 1913 (da República) e 1936 (do Estado Novo). Estes foram os mais importantes para a Administração Local, ao qual tenho ainda de acrescentar o Decreto-lei n º 100/84 de 29 de Março de 1984, que tem a legislação do poder local que com pequenas alterações que foi sofrendo, ainda vigora.
Posto isto, vamos fazer uma breve síntese histórica do periodo que envolve cada Código Administrativo e retirando apenas alguns aspectos que considero importantes, nomeadamente os artigos que dizem respeito à constitiuição dos órgãos das Freguesias desde 1836, deixando de lado as funções da Junta nesta época (no entanto, basta consultar os Códigos para saber, isto para quem tiver mais curiosidade).
Após a Revolução Liberal de 1820 que estalou no Porto a 24 de Agosto de 1820, Portugal teve um Regime Liberal e passou a ter algo que até então os portugueses desconheciam: uma Constituição, outorgada em 1822 (que ficará como a Constituição Vintista). Porém numa Revolução, assistimos sempre a golpes e contra-golpes e os revivalistas do Antigo Regime não tardaram a reagir na pessoa do Infante D. Miguel e fizeram a Vilafrancada (uma revolta que ocorreu em Vila Franca de Xira), depois houve mais acontecimentos (o Brasil tornou-se independente em 1822, entre outros) e com a morte de D. João VI surge um problema, é que o herdeiro legítimo da coroa (D. Pedro) era agora imperador do Brasil recém independente.
D. Pedro outorgou então uma Carta Constitucional em 1826 em que há severas mudanças em relação à Constituição: o Rei passa a ter o poder moderador, cria a câmara dos pares para a qual nomeia pessoas da sua confiança, entre outras coisas.
D. Pedro também abdicou na sua filha D. ª Maria da Glória a coroa de Portugal e esta devia casar-se com o seu tio: D. Miguel, que jurou cumprir a Constituição, porém, quando chegou D. Miguel este desrespeitou a Constituição e D. Pedro veio defender os interesses da filha, resultando assim uma Guerra Civil que apenas terminaria em 1834, em que venceu D. Pedro e com esta vitória venceu o Liberalismo adepto da Carta Constitucional, agora iriamos assistir aos vários Liberalismos através dos tempos e cada um relacionado com cada Código Administrativo.
- CÓDIGO ADMINISTRATIVO DE 1836 (SETEMBRISMO)
Em 1836 assistimos à Revolução de Setembro, mais conhecida por Setembrismo, o que instaurou o regime Setembrista que teve como figuras de proa: Passos Manuel, Sá Nogueira (mais conhecido por Sá da Bandeira - tem uma estátua em Santarém no Largo do Seminário que agora tem o seu nome), entre outros. O governo Setembrista apostou forte no ensino, pois foi com a actuação de Passos Manuel que foram criados os Liceus. No entanto a nível de Administração elaborou o Código Administrativo, qua foi importante para o poder local tanto a nível de Freguesia, como a nível de Concelho. Mas aqui vamos ocupar-nos apenas de Freguesia e nomeadamente de quem compunha a então Junta de Paróquia.
Segundo este Código, a Junta era composta pelo Presidente (cf. Art. º 13) e pelo Secretário e Tesoureiro (Cf. Art. º único - O Secretário e o Thesoureiro serão nomeados pela Junta de Parochia). Além disso também havia a figura do regedor (cf. arts 18 e 19 - Pode ser eleito o cidadão membro da Junta de Parochia).
Este Código Administrativo já tinha as suas intenções, contudo não iria durar muito, já que seria abolido em 1842 pelos Cabrais.
- CÓDIGO ADMINISTRATIVO DE 1842 (CABRALISMO)
O Governo Setembrista caíu e para o lugar deste foi um governo chefiado por António Bernardo da Costa Cabral cujo nome seria dado ao seu regime: Cabralismo.
O governo de Costa Cabral foi um governo polémico que se caracterizou pelas medidas impopulares que pretendeu impôr, com destaque para a questão dos enterramentos nos cemitérios que desencadeou a "Maria da Fonte", não é por acaso que ainda existe a seguinte canção:
As Sete Mulheres do Minho
Mulheres de grande valor
Armadas de fuso e roca
Correram com o regedor
Essa mulher lá do Minho
Que da foice fez espada
Há-de ter na Lusa História
Uma página doirada
Viva a Maria da Fonte
Com a pistola na mão
Para matar os Cabrais
Que são falsos à Nação
O Governo de Costa Cabral também procedeu a Reforma Administrativa em que houve uma maior centralização (ao contrário da reforma administrativa Setembrista que criou muitos novos Concelhos, caso de Ulme, hoje do Concelho da Chamusca, que no Setembrismo foi Concelho e a Bemposta fez parte do Concelho de Ulme) além da criação da figura do Administrador do Concelho, que era uma espécie de representante do governo junto da Câmara Municipal.
No que diz respeito às Juntas de Paróquia também tem os elementos desta: o Presidente e os Vogais (Cf. art. º 291 - A Junta de Parochia é composta pelo Parocho vogal e de vogais eleitos directamente pelos eleitores da Parochia), o Regedor (cf. art. º 303 - O Regedor de Parochia tem entrada e voto consultivo em todas as sessões da Junta), e também o Tesoureiro, que podia ser o Tesoureiro Eclesiàstico (Cf. art. º 329 - Nas parochias em que houver thesoureiro ecclesiástico, pertence a este a guarda dos vasos sagrados, ornamentos, alfaias, roupas e quaesquer utensílios da fábrica: os quaes objectos objectos lhe serão entregues pela Junta. Lavrando-se o auto).
- CÓDIGO ADMINISTRATIVO DE 1878 (CÓDIGO DE RODRIGUES SAMPAIO)
Como o Liberalismo Português na sua primeira fase não passou de desentendimentos e conflitos com vários golpes de estado, revoltas como a Maria da Fonte, a Patuleia e muitas mais coisas, não havia estabilidade, pelo que era necessário uma Regeneração de modo a estabilizar as coisas. Essa Regeneração deveu-se a um golpe de Estado protagonizado pelo Marechal Saldanha e as coisas estabilizaram e o garante de alguma evolução (não tanto quanto desejável, mas evoluiu), deveu-se à nomeação para Ministro das Obras Públicas de Fontes Pereira de Melo, que vai protagonizar uma política de fomento para tentar modernizar o país. Além disso, Fontes Pereira de Melo funda também o Partido Regenerador, que mais tarde com o Partido Progressista vão praticar ó rotativismo característico da Monarquia Constitucional em que havia uma rotatividade destes dois partidos no poder, até este sistema falir e ter dado origem à ditadura Franquista.
É nesta época da Monarquia Constitucional e sob a égide da Regeneração que surgiu outro Código Administrativo redigido por Rodrigues Sampaio, no que dizia respeito às Juntas, estas tinham os seguintes elementos: Tinha 5 elementos (cf. art. 155 - A Junta de Parochia compõe-se de 5 membros eleitos), o Regedor (cf. art. 159 - O Regedor da Parochia assiste com voto consultivo às sessões da Junta e toma assento do lado esquerdo, junto do Presidente), o Escrivão (Cf. art. 177 - A Junta de Parochia tem um escrivão que poderá ser o do respectivo regedor) e o Tesoureiro (cf. art. 178 - a Junta de Parochia tem um thesoureiro que nomeará d' entre os seus vogaes ou fora d' elles).
- CÓDIGO ADMINISTRATIVO DE 1896 (CÓDIGO DO FRANQUISMO)
Em 1896, sob a égide de João Franco, que mais tarde viria a personificar a ditadura Franquista (1907-1908) foi criado um novo Código Administrativo que revogou o de 1878. Será também pertinente referir que as tendências ditatoriais de João Franco vinham de longe, pois quando estudante de Coimbra, fazia a vida negra aos caloiros, dizia-se que trazia sempre duas tesoiras para rapar os caloiros, na eventualidade de perder uma e também trazia consigo a colher de pau para dar palmatoadas. Por outro lado, quando saía à noite em busca de caloiros para cortar o cabelo dizia para os colegas: "Vou saír para mais uma noite de dospotismo".
Em relação à composição das Juntas tem os seguintes elementos: 5 Vogais (cf. art. 159 - A Junta de Parochia compõe-se de 3 vogaes nas freguezias de população não excedente a 1000 habitantes e 5 vogaes nas de população superior), Presidente (cf. n º 1 do art. 159 - O Parocho é vogal nato e Presidente da Junta de Parochia, é substituido pelo ecclesiástico que fizer as vezes d 'elle no desempenho das funções parochiais e na falta ou impedimento d' este pelo vogal mais velho da Junta [...]), o Secretário e o Tesoureiro (cf. art. 169 - a Junta terá um Secretário e um Thesoureiro, que livremente nomeará e da mesma forma substituirá quando convenha aos interesses da Parochia).
- CÓDIGO ADMINISTRATIVO DE 1913 OU LEI DE 7 DE AGOSTO DE 1913 (CÓDIGO ADMINISTRATIVO DA REPÚBLICA)
Após a Revolução de 5 de Outubro de 1910 foi instaurado o Regime Republicano que vai trazer novidades ao país: a separação da Igreja do Estado, a expulsão dos Jesuitas, a aposta no Ensino Primário. No entanto, houve lutas partidárias entre os diversos partidos (Democrático, Evolucionista, Unionista, entre outros) que se vão envolver numa fervosa luta política, além de a primeira República enfrentar um déficit económico crónico, as investidas dos Monárquicos de Paiva Couceiro e a participação do CEP (Corpo Expedecionário Português) na Primeira Guerra Mundial.
Quanto à Administração, como houve modificações de regime, também a República teve o seu código Administrativo, aprovado em 1913, também conhecido por Lei de 7 de Agosto de 1913, sendo também importante de referir que após a Revolução Republicana de 1910 e até 1913, aquando da aprovação do novo Codigo Administrativo, os Republicanos revogaram o Código Administrativo de 1896 (por estar ligado à uma das figuras mais odiadas pelos Republicanos - João Franco) e voltaram ao Código Administrativo de 1878.
Em relação à composição das Juntas de Paróquia Civil (as Juntas são designadas desta forma no Código) tem apenas as seguintes informações: 5 membros (cf. art. 141 - As Juntas de Paróquia Civil compõem-se de 5 membros), o Secretário e o Tesoureiro (cf. art. 162 - As Juntas de Paróquia Civil terão Secretários e Tesoureiros por elas nomeados [...]).
- CÓDIGO ADMINISTRATIVO DE 1936 (CÓDIGO ADMINISTRATIVO DO ESTADO NOVO)
Como as lutas fretricidas da Primeira República nunca mais tinham fim, os militares revoltaram-se com o Marechal Gomes da Costa a encabeçar o golpe militar de 28 de Maio de 1926 a partir de Braga, dando início ao que se chamaria a Ditadura Militar, tendo logo chamado para o governo um 3 professores de Coimbra: Mendes dos Remédios (Instrução Pública), Manuel Rodrigues Júnior (Justiça - o Professor Manuel Rodrigues era natural de Bemposta) e para as Finanças António Oliveira Salazar, o Professor de Finanças Públicas da Faculdade de Direito de Coimbra. Contudo com os golpes e contragolpes, Salazar demite-se e regressa a Coimbra após poucos dias como Ministro. Só em 1928 será de novo chamado pelos militares para tomar conta da pasta das Finanças e é a partir daí que vai começando a controlar tudo até ser nomeado chefe de governo em 1932 e em 1933 através de um plebiscito aprova a Constituição de 1933, que é a Constituição do Estado Novo, pelo que o Estado Novo apenas começa em 1933 com a Constituição e não em 1926 como muita gente afirma.
Também o Estado Novo fez o seu Código Administrativo que foi obra do Professor Marcelo Caetano que, segundo consta, foi um dos grandes mestres de Direito Administrativo. em Portugal.
Em relação à composição dos elementos da Junta de Freguesia (já tem esta designação neste código) o Código refere os seguintes: 3 Vogais (cf. art. 196 - A Junta de Freguesia é o corpo administrativo da Freguesia e compõe-se de 3 vogais eleitos trienalmente pelos chefes de família, em lista completa e por escrutínio secreto), Presidente, Secretário, Tesoureiro (cf. art. 197 - As Juntas de Freguesia têm 1 Presidente, Secretário e Tesoureiro, eleitos na primeira reunião posterior à sua eleição), e o Regedor (cf. art. 219 - Em cada Freguesia haverá um regedor e um substituto deste, ambos nomeados pelo Presidente da Câmara Municipal e por ele livremente demitidos).
- APÓS O 25 DE ABRIL DE 1974
A ditadura durou até à Revolução de 25 de Abril de 1974, passou-se depois pelo PREC e as coisas acalmaram instaurando-se a Democracia Representativa que hoje temos (um parentesis neste caso, é que todas as revoluções são práticamente assim: temos a Revolução no início, depois uma fase mais radical e por fim um contrgolpe a essa fase mais radical. Embora eu não defenda que a História se repita, por vezes há selhanças, vejamos neste caso a Revolução Francesa: temos o início da revolução, depois temos a fase radical com a Convenção Republicana de Robespierre e depois veio o contragolpe contra Robespierre) e passaram a haver eleições livres tando havido eleições autárquicas em 1976, no entanto, em termos de legislação, há que ter em conta o Decreto-lei n º 100/84 de 29 de Março que é a legislação sobre as autarquias locais que, entretanto, também foi sendo modificado por outra legislação posterior. No que diz repeito à composição da Junta de Freguesia tem as seguintes informações: A Assembleia de Freguesia com 9 membros (cf. art. 5 - A Assembleia de Freguesia é composta por 19 membros, quando o número de eleitores for superior a 20000, por 13 membros quando o número de eleitores for igual ou inferior a 20000 e superior a 5000, por 9 membros quando o número de eleitores igual ou inferior a 5000 e superior a 1000, por 7 membros quando o número de eleitores for igual ou inferior a 1000), A Assembleia de Freguesia também tem Presidente, Secretário e 2 º Secretário (Cf. art. 8 - A mesa é composta por um Presidente, um Secretário e um segundo Secretário, será eleita pela Assembleia, de entre os seus membros, por escrutínio secreto), em relação à Junta há o Presidente, o Secretário e o Tesoureiro (cf. art. 23 - Nas Freguesias com menos de 5000 eleitores haverá dois vogais que exercerão as funções, respectivamente, de Secretário e Tesoureiro.
NOTA FINAL
Fica assim apresentada a evolução Administrativa dos corpos gerentes das Freguesias desde o advento do Liberalismo, contudo, apenas apresentei a evolução dos membros que constituem a Junta, no entanto quem se quiser informar melhor acerca das funções e competências da Junta e dos seus membros desde o Liberalismo é só consultar a longa lista que está nos códigos administrativos que referi.
Além disso, penso que foi importante fazer a síntese da evolução administrativa que aqui fiz, pois para compreendermos o presente, teremos sempre de compreeender o passado e a evolução administrativa das instituições.
OS PRESIDENTES DA JUNTA DE FREGUESIA DE S. MIGUEL DO RIO TORTO
Não é fácil conseguir todos os Presidentes de Junta (de Freguesia e Paróquia), tal como todos os elementos que compunham a Junta (e os partidos a que pertencem), pois não temos muitas vezes ao dispôr as necessárias fontes históricas que nos facilitariam tal tarefa e há casos em que não poderemos pôr toda a informação, mas apenas alguma (caso dos mandatos de Joaquim Lopes e Manuel Matos Gomes em que apenas me lembro dos membros do executivo e Presidente de Assembleia de Freguesia), ou ainda os casos em que apenas temos os Róis de Confessados que apenas têm o Presidente, ou quando a documentação apenas refere o Presidente, de realçar um caso na primeira república), há ainda os casos que nos dão uma informação completa: o Inventário dos Bens da Junta de Paróquia no Século XIX e início do Século XX (estão no Arquivo Histórico do Concelho de Abrantes - "Eduardo Campos"), a obra "Abrantes: 20 anos de poder local" de Francisco Lopes [et. al.], ou a obra "Cronologia de Abrantes no Século XX", de Eduardo Campos. Também em último caso fizémos uso de periódicos com destaque para o semanário Correio de Abrantes que nos dá bastante informação acerca de S. Miguel do Rio Torto.
No entanto há um grande fosso na lista entre o primeiro quartel do século XX e 1976, em que o único Presidente de que oiço falar desta época é Sebastião Lino de Almeida, embora eu desconheça as datas em que exerceu o cargo de Presidente da Junta, no entanto, pode ser que um dia surjam documentos que possam completar esta falha na lista dos Presidentes, embora algumas falhas no Século XIX ainda possam ser colmatadas através da consulta dos Registos Paroquiais, pois era o pároco (que exercia as funções que assinava), assim, numa próxima deslocação ao Arquivo Distrital de Santarém consiga mais elementos através da Consulta dos Registos Paroquiais do Século XIX e tanto estes como outros elementos que venha a ter conhecimento quando tiver em posse documentos que comprovem serão adicionados à lista.
LISTA DOS PRESIDENTES
1859
Presidente - Padre Guilherme de Morais Reina
1860
Presidente - Padre Guilherme de Morais Reina
1861
Presidente - Padre Guilherme de Morais Reina
1864
Presidente - Padre José dos Santos Duarte Marques
1865
Presidente - Padre José dos Santos Duarte Marques
1867
Presidente - Padre José dos Santos Duarte Marques
1868
Presidente - Padre José dos Santos Duarte Marques
Secretário - Justo Rodrigues
Regedor - Manuel Joaquim de Oliveira
1869
Presidente - Padre José dos Santos Duarte Marques
1870
Presidente - Padre José dos Santos Duarte Marques
1871
Presidente - Padre José dos Santos Duarte Marques
1873
Presidente - Padre José dos Santos Duarte Marques
1874
Presidente - Padre José dos Santos Duarte Marques
Vogal - Manuel Rodrigues Alfaiate
Vogal - José Joaquim de Oliveira Cabedal
Secretário - Justo Rodrigues
Regedor - Manuel Joaquim de Oliveira
1896
Presidente - Padre José Martins da Conceição
Vogal - Zeferino Lopes Tarouco
Vogal - José de Oliveira Cabedal
Vogal - José de Oliveira Costa
Secretário - Manuel João Ferreira
Tesoureiro - Manuel de Oliveira Cabedal
Regedor - Manuel da Costa
1902 - Eleições de 24 de Novembro
Vogal Efectivo - Manuel Fernandes Gaio
Vogal Efectivo - Fernando José Pequeno
Vogal Efectivo - João Pedro
Vogal Efectivo - Manuel de Oliveira Cabedal
Vogal Suplente - Manuel João Ferreira
Vogal Suplente - João Sigalho
Vogal Suplente - Francisco Amaro
Vogal Suplente - José Alves Campante
Vogal Suplente - Sebastião Gonçalves Caldelas
1913
Presidente - Manuel Fernandes Pequeno
Vice-presidente - Fernando José Pequeno
Vogal - César Alves Cardoso
Secretário - José Domingos Catroga
Tesoureiro - Joaquim Lopes de Oliveira
1917
Presidente - Joaquim Ventura
Vice-presidente - Manuel Lopes de Oliveira Júnior
Vogal - César Alves Cardoso
Secretário - Manuel João Ferreira
1919
Presidente - João Lopes Gaio
1942 (Tomou posse após as eleições de Outubro de 1941)
Presidente - José de Oliveira Cabedal
Secretário - Eduardo Pires Valente
Tesoureiro - António Dias Cabaço
Vogais Substitutos:
- Manuel Lourenço de Brito
- Sebastião Lino de Almeida
- Jesuvino António
1946 (Tomou posse após as eleições de 1945)
Presidente - José Alves Arega Júnior
Secretário - Joaquim Vieira Morgado
Tesoureiro - Sebastião Lino de Almeida
Vogais Substitutos:
- Jesuvino António
- José Pedro da Costa
- Firmino Domingos
1951 (Tomou Posse após as Eleições de 1950)
Presidente - Sebastião Lino de Almeida
Secretário - Álvaro Ferreira Apura
Tesoureiro - Joaquim Vieira Morgado
Substitutos:
- Jesuvino António
- Manuel Cardoso Rabeca
- Jorge Fernandes Apura
Regedor: Manuel Ferreira Cabedal
1964 (Tomou posse após as eleições de 1963)
Presidente - José Alves de Almeida
Secretário - Joaquim Marques de Almeida
Tesoureiro - José Luís Anastácio Ferreira
Substitutos:
- Firmino Antunes,
- Armindo António Vieira Morgado
- Estêvão Lopes Maia
1968 (Tomou Posse após as eleições de 1967)
Presidente - José Alves de Almeida
Secretário - Joaquim Marques de Almeida
Tesoureiro - José Luís Anastácio Ferreira
Substitutos:
- Firmino Antunes,
- Armindo António Vieira Morgado,
- Estêvão Lopes Maia
1976 (Eleições Autárquicas de 12 de Dezembro de 1976)
ASSEMBLEIA DE FREGUESIA
Presidente - Aberto Isidro de Matos (PS)
Primeiro Secretário - Filipe Lopes Duarte (FEPU)
Segundo Secretário - Eduardo Lopes Catroga (PSD)
Fernando Costa Alarico (PS)
Rui Luís Pereira (PS)
Vitorino do Rosário da Silva (PS)
Elvira Maria Rodrigues (PS)
Valdemar Domingos Bicho (FEPU)
António Manuel Francisco (FEPU)
1979 - Eleições Autárquicas de 16 de Dezembro de 1979
ASSEMBLEIA DE FREGUESIA
Presidente - José Manuel Ferreira Lopes (APU)
Primeiro Secretário - António Rodrigues Luís (PS)
Segundo Secretário - António Manuel Francisco (APU)
Mateus Maria Lopes (APU)
Joaquim Mendes (APU)
Joaquim Manuel Reisinho da Silva (PS)
Joaquim Serigalho Benevenuto (PS)
Alberto Isidro de Matos (PS)
Vitorino do Rosário da Silva (PS)
Armando Pereira Rodrigues Lopes (PSD)
Moisés Pereira Orvalho (PSD)
João Martins Farinha (PSD)
JUNTA DE FREGUESIA
Presidente - Joaquim António Texugo
Secretário - Firmino de Almeida Vicêncio
Tesoureiro - Valdemar Domingos Bicho
1982 - Eleições Autárquicas de 12 de Dezembro de 1982
ASSEMBLEIA DE FREGUESIA
Presidente - António Rodrigues Luís (PS)
Primeiro Secretário - José Júlio Oliveira da Silva (PS)
Segundo Secretário - Vitorino do Rosário da Silva (PS)
Augusto Rosa Martins (PS)
António João Matuta Prezado (PS)
Custódio Baptista Branco (PS)
Jesuvino Manuel Rodrigues (PS)
João Martins Farinha (AD)
Armando Pereira Rodrigues Lopes (AD)
António Maria Cardoso Rabeca (AD)
José de Jesus da Silva Rato (APU)
Luís Maria Diogo (APU)
Joaquim Rosa Matos (APU)
JUNTA DE FREGUESIA
Presidente - Joaquim António Texugo
Secretário - Firmino de Almeida Vicêncio
Tesoureiro - Valdemar Domingos Bicho
1985 - Eleições autárquicas de 15 de Dezembro de 1985
ASSEMBLEIA DE FREGUESIA
Presidente - José Júlio de Oliveira Silva (PS)
Primeiro Secretário - Armando Pereira Rodrigues Lopes (Associação de Independentes de S. Miguel)
Segundo Secretário - António Luís Pires (Associação de Independentes de S. Miguel)
António Maria Fernandes (PS)
José Luís Pires (PS)
Custódio Baptista Branco (Associação de Independentes de S. Miguel)
Mateus Maria Lopes (APU)
António Manuel Francisco (APU)
JUNTA DE FREGUESIA
Presidente - Joaquim António Texugo (PS)
Secretário - António Florindo Duarte Lopes (Associação de Independentes de S. Miguel)
Tesoureiro - Valdemar Domingos Bicho
1989 - Eleições Autárquicas de 17 de Dezembro de 1989
ASSEMBLEIA DE FREGUESIA
Presidente - José Rosa Madeira (CDU)
Primeiro Secretário - José Júlio Oliveira da Silva (PS)
Segundo Secretário - António Rodrigues Luís PS)
Fernando Lopes Francisco (PS)
Cipriano de Jesus Marcelino (CDU)
Manuel Rodrigues Lopes Ruivo (CDU)
JUNTA DE FREGUESIA
Presidente - Joaquim António Texugo (PS)
Secretário - Valdemar Domingos Bicho (PS)
Tesoureiro - Maria José Paulina Oliveira (CDU)
1990 - Eleições Intercalares de 30 de Setembro de 1990
ASSEMBLEIA DE FREGUESIA
Presidente - Manuel Rosa de Oliveira (CDU)
Primeiro Secretário - José Rosa Madeira (CDU)
Segundo Secretário - Cipriano de Jesus Marcelino (CDU)
Eduardo Manuel de Moura gonçalves Caldelas (CDU)
Fernando José Pires alfaiate (PSD)
Armando Pereira Rodrigues Lopes (PSD)
Arlindo Luís Neto (PS)
Fernando Lopes Francisco (PS)
Joaquim Rosa de Matos (PS)
JUNTA DE FREGUESIA
Presidente - Maria José Paulina de Oliveira (CDU)
Secretário - José Lúís Pires (CDU)
Tesoureiro - Eduardo António Meneses Duarte (CDU)
1993 - Eleições de 12 de Dezembro de 1993
ASSEMBLEIA DE FREGUESIA
Presidente - António Rodrigues Luís (PS)
Primeiro Secretário - Joaquim Fernando Oliveira Lopes (PS)
Segundo Secretário - José Alves do Nascimento (PS)
Joaquim Pinheiro Gonçalves (PS)
Adélia Maria de Jesus Martins Delgado (PS)
Manuel Madeira Orvalho (PSD)
Maria José Paulina Oliveira (CDU)
José Rosa Madeira (CDU)
JUNTA DE FREGUESIA
Presidente - Ana Maria de Oliveira Antunes Ferreira Catroga (PS)
Secretário - Manuel Carlos da Silva Lopes (PS)
Tesoureiro - Manuel Henrique de Matos Gomes (PSD)
1997
Presidente da Assembleia de Freguesia - Manuel Henrique Matos Gomes (PSD)
JUNTA DE FREGUESIA
Presidente - Joaquim Fernando de Oliveira Lopes (PS)
Secretário - Manuel Madeira Orvalho (PSD)
Tesoureiro - Francisco Nascimento (CDU)
2001
Presidente da Assembleia de Freguesia - Nascimento Alves Cardoso (CDU)
JUNTA DE FREGUESIA
Presidente - Manuel Henrique Matos Gomes (PSD)
Tesoureiro - Irene Catroga (PSD)
2005 - Eleições Autárquicas de 9 de Outubro de 2005
ASSEMBLEIA DE FREGUESIA
Presidente - Manuel João Almeida Catroga (PS)
Primeiro Secretário - Eduardo Manuel de Moura Gonçalves Caldelas (PS)
Segundo Secretário - Nelson Varela
António Jorge (PS)
Helena Martinho (PS)
Nascimento Alves Cardoso (CDU)
Manuel Henrique Matos Gomes (PSD)
Carolina Horta (PSD)
Carlos Almeida (PSD)
JUNTA DE FREGUESIA
Presidente - Maria de Lurdes Almeida Botas (PS)
Secretário - Luís Sequeira (PS)
Tesoureiro - Paulo Domingos (PS)
ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS DE 11 DE OUTUBRO DE 2009
ASSEMBLEIA DE FREGUESIA
Presidente - José Manuel Neto Pires (PS)
Primeiro Secretário - Maria Helena Almeida Pires (PS)
Segundo Secretário - Gonçalo Coelho (PS)
Helena Isabel Ruivo Duarte (PS)
José Manuel da Silva Ferreira (Independentes)
Lucia Maria Alves Ferreira Martins (CDU)
Raquel Maria Sobral Alves (PSD)
Silvestre Henrique Matos Gomes (PSD)
Manuel Pedro Cardoso Pereira Oliveira (PSD)
JUNTA DE FREGUESIA
Presidente - Helena Isabel Matos Martinho (PS)
Vogal - Manuel Augusto da Silva (PS)
Vogal - Filipe André Domingos Sebastião (PS)
SUGESTÕES DE LEITURA
Dado que o tema da Administração Local interessa a muita gente e por ter conhecimento da matéria sobre a qual versei num trabalho no Curso de Pós-graduação em Ciências Documentais (Arquivo), na Universidade de Coimbra, optei por incluir estas sugestões de Leitura que versam sobre a evolução da Administração Local desde os tempos mais remotos até à actualidade:
- Todas as Ordenações da História de Portugal: "Ordenações Afonsinas"; "Ordenações Manuelinas" e "Ordenações Filipinas";
- HESPANHA, António Manuel - As Vésperas de Levianthan: Instituições e poder político. Coimbra: Almedina, 1994;
- HESPANHA, António Manuel - História das Instituições: Épocas Medieval e Moderna. Coimbra: Almedina, 1982;
- OLIVEIRA; César de - História dos Municípios e Poder Local: dos Finais da Idade Média à União Europeia. Lisboa: Círculo de Leitores, 1996;
A partir de 1820 com o advanto do Liberalismo, será útil consultar todos os Códigos Administrativos. Após o 25 de Abril, todos os diplomas legais no âmbito do poder local que por vezes vêm particularizados para os diferentes municípios. Além disso, também as actas das reuniões nos dão bastantes informações no âmbito das atribuições/competências.
BIBLIOGRAFIA
- ALEGRE, Cipriano Simões - Código Administrativo de 1936: Decreto-lei n º 27424 de 31 de Dezembro de 1936. 2 ª Ed. Anadia: Tipografia Comercial, 1937.;
- CAMPOS, Eduardo - Cronologia de Abrantes no Século XX. Abrantes: Câmara Municipal de Abrantes, 2000.;
- CÓDIGO ADMINISTRATIVO DE 1836. [S. L.]: [S. N.], 1836;
- CÓDIGO ADMINISTRATIVO APPROVADO POR CARTA DE LEI DE 6 DE MAIO DE 1878. Coimbra: Imprensa da Universidade, 1878;
- CÓDIGO ADMINISTRATIVO PORTUGUÊS OU DECRETO DE 18 DE MARÇO DE 1842. Coimbra: Imprensa da Universidade, 1859.;
- CÓDIGO ADMINISTRATIVO APPROVADO POR CARTA DE LEI DE 4 DE MAIO DE 1896. Coimbra: Imprensa da Universidade, 1896.;
- CÓDIGO ADMINISTRATIVO DE 1913. Lisboa: Imprensa Nacional, 1913
- DECRETO-LEI N º 100/84 de 29 de Março;
- INVENTÁRIO DOS BENS DA JUNTA DE PARÓQUIA DE S. MIGUEL DO RIO TORTO. S. Miguel do Rio Torto: Junta de Paróquia.;
- LOPES, Francisco [et. al.] - Abrantes: 20 anos de poder local. Abrantes: Câmara Municipal de Abrantes, 1992;
- PINTO, Aires de Jesus Ferreira - O Município Português (Séculos XIX e XX). Coimbra: CEFA, 1996.
AGRADECIMENTOS
No final, importa agradecer às Instituições que nos possibilitaram consultar a Bibliografia em Causa:
- Arquivo Histórico do Concelho de Abrantes "Eduardo Campos";
- Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra;
- Biblioteca do Instituto Jurídico da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra;
- Biblioteca Municipal António Boto (Abrantes);

segunda-feira, janeiro 08, 2007

A Escola e o Ensino em S. Miguel do Rio Torto



Falar do Ensino wm S. Miguel do Rio Torto não é fácil, já que não existem datas concretas de quando terão começado as actividades escolares.
Contudo, antes de mais, será necessário integrar o ensino em S. Miguel do Rio Torto no Ensino em Portugal, sobretudo o Ensino Primário, para o qual nos baseámos em duas obras fundamentais: O Republicanismo em Portugal: das origens ao 5 de Outubro, do Professor Fernando Catroga e Le temps des Profésseurs, do Professor António Nóvoa e a Cronologia de Abrantes no Século XX, de Eduardo Campos.
É sobretudo com a primeira republica que temos uma grande aposta do poder político no Ensino Primário que se fundamentou em: combate ao analfabetismo, ensino obrigatório e gratuito além de que, com a expulsão dos jesuitas tenhamos uma escola laica em que o professor assumia quase como que, a função de "sacerdote" do regime republicano. De facto, a Republica aposta forte no ensino primário, em parte por influência da "Batalha Escolar" em França no século XIX, protagonizada pela terceira republica francesa, que muito virá a influenciar a primeira republica em Portugal.
Com o golpe castrense de 28 de Maio de 1926, que institucionaliza a ditadura militar e a posterior institucionalização do Estado Novo com a constituição de 1933, houve uma grande "machadada" no corpo docente do ensino primário, pois os docentes eram afectos à Republica e o Estado Novo queria legitimar-se pelo que não poderia ser com professores desafectos à nova ordem que entretanto se instituira. Desta forma, o Estado Novo apostou sobretudo num corpo docente que fosse fiel às suas ideias e tivemos a aposta nos Regentes a leccionar: foi a forma de o Estado Novo ter um corpo docente no ensino primário que lhe fosse fiel, além disso, o Ensino Primário serviu para projectar os valores do Estado Novo, sobretudo em 1938, com os célebre cartazes intitulados "A Lição de Salazar".
Também em relação aos edifícios escolares houve alterações, pois as antigas escolas do modelo "Conde Ferreira", institucionalizadas no século XIX que, embora não tenham sido aceites por muitos municípios (incluindo o de Abrantes), foram substituidas já no início do Estado Novo pelo novo modelo "Adães Bermudes", que trazia uma grande inovação: o edifício escolar seria também a residência do Professor Primário, facto que se passa com a escola de S. Miguel do Rio Torto que, embora esteja a placa de 1949 (ver imagem), a Escola já existia desde 23 de Agosto de 1904, conforme afirma Eduardo Campos na página 23 da sua obra Cronologia de Abrantes no Século XX.
Outro aspecto a tratar no caso do ensino em S. Miguel do Rio Torto, são os professores primários que passaram por S. Miguel do Torto ao longo dos tempos dos quais apresento a seguinte lista à qual poderão ainda posteriormente ser acrescentados mais nomes:
- Professor Afonso Henriques;
- Professora Benvinda Alves;
- Professora Fernanda Carrilho Ribeiro;
- Professora Emília;
- Professora Fátima;
- Professor Firmino Sousa;
- Professor João Alves;
- Professor João Farinha;
- Professora Joaquina Alves;
- Professora Jesovina Marques;
- Professora Lurdes Reis;
- Professora Maria de Lurdes;
- Professora Maria Virgínia.
- Professora Perpétua.
BIBLIOGRAFIA:
- CAMPOS, Eduardo - Cronologia de Abrantes no Século XX. Abrantes: Câmara Municipal de Abrantes, 2000.
- CATROGA, Fernando - O Republicanismo em Portugal: das origens ao 5 de Outubro. Lisboa: Editorial Notícias, 1999.
- NÓVOA, António - Le temps des Profésseurs. Lisboa: INIC, 1987.
Nota: As imagens são do autor. Oportunamente será também adicionada uma imagem da parte activada da Escola Primária de S. Miguel do Rio Torto.
Por outro lado, a Escola Primária de S. Miguel do Rio Torto também tem um site na net em que surge o edifício activado da Escola e pode ser consultado em: www.eb1-s-miguel-rio-torto.rcts.pt

sexta-feira, janeiro 05, 2007

Os Róis de Confessados de S. Miguel do Rio Torto: texto introdutório


Os Róis de Confessados e Comungados são uma fonte histórica muito importante para o estudo da população, número de casas (designadas por fogos), arruamentos, profissões, genealogia, entre outras coisas. Contudo, será conveniente explicar o que são os Róis de Confessados.
Após o Concílio de Trento, com o objectivo de controlar quem ia à Igreja confessar-se, os párocos eram obrigados a elaborar os Róis de Confessados e Comungados que consistiam numa lista dos habitantes da paróquia que eram ordenados primeiro por local, depois por fogo e seguidamente pela hierarquia familiar. Assim, em cada família, tinham as relações de parentesco em relação ao "cabeça de família", por vezes a profissão e o sinal se confessaram e comungaram, assinalado com a letra C à frente do nome. Por vezes surgiam também casos especiais em que o pároco anotava: mentecapto, doido, maluco, avariado das ideias, faleceu, morreu, ausente em ... e muitas outras anotações.
Além disto, também era um excelente instrumento ao serviço da Inquisição no tempo em que esta esteve activa, pois quem não estivesse assinalado como tendo ir confessar, tinha de arranjar boas explicações para tal.
Noutra perspectiva, também será conveniente referir que os Róis de Confessados e Comungados também se podem revelar uma "faca de 2 gumes" no estudo da população por uma razão devidamente fundamentada: os menores de 8 anos não se iam confessar nem comungar porque à luz das doutrinas da Igreja eram considerados inocentes, por isso, não figuram nos seus nomes nos Róis de Confessados e Comungados, ficando assim a população de idade inferior a 8 anos excluida desta fonte histórica.
Além da população, os Róis de Confessados e Comungados também permitem o estudo da evolução dos arruamentos ou locais na Freguesia, nomadamente os fogos e habitantes que cada arruamento ou local tem, ou a evolução do número de casas em cada local ou arruamento, sendo que nesta época as casas designam-se por "fogos", mas se recuarmos ainda mais no tempo, têm a designação de "vezinhos", que confunde muita gente que afirma que são os habitantes, no entanto são as casas.
Pelos Róis de Confessados e Comungados também é possível saber as profissões, quando estas vêm assinaladas, além de se saber quem era o Presidente da Junta de Paróquia (antecessor do Presidente da Junta de Freguesia), função que era desempenhada pelo pároco que era quem elaborava os Róis de Confessados e Comungados e na nota final assinava.
Os Róis de Confessados e Comungados de S. Miguel do Rio Torto, fazem parte do acervo documental do Arquivo Distrital de Santarém e têm as datas extremas de 1859 e 1897, no entanto, com muitas falhas de datas que se perderam.
Nota: Imagem de todos os Róis de Confessados e Comungados de S. Miguel do Rio Torto que se encontram no Arquivo Distrital de Santarém.
Nota 1: Imagem captada após autorização verbal da Directora do Arquivo Distrital de Santarém.

Rol de Confessados e Comungados de S. Miguel do Rio Torto de 1897



ROL DE 1897

Fonte do Vale: 4 fogos e 16 habitantes
Valongo: 78 fogos e 258 habitantes
Arneiro: 197 fogos e 722 habitantes
Outeiro: 61 fogos e 219 habitantes
Bicas: 39 fogos e 136 habitantes
Caniceira: 7 fogos e 20 habitantes
Vale de Cortiças e Salvadorinho: 20 fogos e 63 habitantes
Areias: 8 fogos e 21 habitantes
Parrada: 16 fogos e 49 habitantes
S. Macário: 4 fogos e 11 habitantes
Arreciadas: 43 fogos e 161 habitantes
Arrifana: 3 fogos e 17 habitantes
Cabrito: 1 fogo e 2 habitantes
Lameiras: 2 fogos e 4 habitantes
Vale das Donas: 2 fogos e 4 habitantes
Casal do Meio: 1 fogo e 2 habitantes
Moinho Meio: 2 fogos e 6 habitantes
A minha contagem final é de 488 fogos e 1711 habitantes
Nota: a imagem foi captada após autorização verbal da Directora do Arquivo Distrital de Santarém.
A imagem é da primeira folha do documento.

Rol de Confessados e Comungados de S. Miguel do Rio Torto de 1895 e 1896



ROL DE 1895 E 1896

Fonte do Vale: 2 fogos e 3 habitantes
Portela: 3 fogos e 16 habitantes
Sarnadas: 4 fogos e 13 habitantes
Valongo: 90 fogos e 291 habitantes
Arneiro: 223 fogos e 737 habitantes
Outeiro: 66 fogos e 223 habitantes
Bicas: 38 fogos e 130 habitantes
Caniceira: 14 fogos e 41 habitantes
Vale de Cortiças e Salvadorinho: 20 fogos e 69 habitantes
Areias: 3 fogos e 9 habitantes
Parrada: 3 fogos e 9 habitantes
S. Macário: 3 fogos e 11 habitantes
Arreciadas: 46 fogos e 160 habitantes
Arrifana: 4 fogos e 23 habitantes
Cabrito: 1 fogo e 2 habitantes
Lameiras: 2 fogos e 4 habitantes
Vale das Donas: 1 fogo e 4 habitantes
Casal do Meio: 1 fogo e 3 habitantes
Estação: 1 fogo e 3 habitantes
Moinho Meio: 1 fogo e 1 habitante

A minha contagem final é de 526 fogos e 1752 habitantes

Nota: A imagem foi captada após autorização verbal da Directora do Arquivo Distrital de Santarém
A imagem é apenas da primeira folha do documento.

Rol de Confessados e Comungados de S. Miguel do Rio Torto de 1890




ROL DE 1890

Fonte do Vale e Sarnadas: 10 fogos e 42 habitantes
Valongo: 84 fogos e 279 habitantes
Arneiro: 174 fogos e 662 habitantes
Outeiro: 53 fogos e 226 habitantes
Bicas: 35 fogos e 125 habitantes
Caniceira: 7 fogos e 25 habitantes
Vale de Cortiças e Salvadorinho: 17 fogos e 61 habitantes
Areias de Baixo: 2 fogos e 5 habitantes
Vale das Donas: 4 fogos e 10 habitantes
Parrada: 13 fogos e 38 habitantes
S. Macário: 4 fogos e 19 habitantes
Arreciadas: 33 fogos e 131 habitantes
Arrifana: 3 fogos e 15 habitantes
Celões: 2 fogos e 11 habitantes
Moinho Meio: 1 fogo e 2 habitantes
Estação de Abrantes: 1 fogo e 4 habitantes
A minha Contagem final deu: 443 fogos e 1656 habitantes.

SUPLEMENTO DO ROL DE 1890

Outeiro: 2 fogos e 2 habitantes
Valongo: 2 fogos e 5 habitantes
Celões: 1 fogo e 2 habitantes
Vale de Serranas: 1 fogo e 2 habitantes
Estação: 1 fogo e 2 habitantes
Arneiro: 1 fogo e 7 habitantes
A minha contagem foi de 9 fogos e 22 habitantes


A soma da contagem do Rol e Suplemento é de: 452 fogos e 1678 habitantes

Nota: Este rol, teve também um suplemento, pelo que teve de se juntar a soma dos dois
Nota 1: As imagens foram colhidas após autorização verbal da Directora do Arquivo Distrital de Santarém.

quinta-feira, janeiro 04, 2007

Rol dos Confessados e Comungados de S. Miguel do Rio Torto de 1889



ROL DE 1889

Fonte do Vale e Sarnadas: 10 Fogos e 43 habitantes

Valongo: 76 fogos e 271 habitantes

Arneiro: 156 fogos e 640 habitantes

Outeiro: 43 fogos e 203 habitantes

Bicas: 28 fogos e 109 habitantes

Caniceira: 6 fogos e 21 habitantes

Vale de Cortiças e Salvadorinho: 14 fogos e 51 habitantes

Areias de Baixo: 2 fogos e 4 habitantes

Vale das Donas: 2 fogos e 8 habitantes

Parrada: 9 fogos e 34 habitantes

S. Macário: 5 fogos e 18 habitantes

Arreciadas: 28 fogos e 116 habitantes

Arrifana: 3 fogos e 12 habitantes

Celões: 2 fogos e 11 habitantes

Moinho Meio: 1 fogo e 3 habitantes

Estação de Abrantes: 1 fogo e 3 habitantes

A minha contagem final foi de 389 fogos e 1547 habitantes

Nota: a imagem foi captada após autorização verbal da Directora do Arquivo Distrital de Santarém.

A imagem tem apenas a primeira folha do documento.

Rol dos Confessados e Comungados de S. Miguel do Rio Torto de 1887



ROL DE 1887

[Fonte do Vale e Sarnadas]: 10 fogos e 46 habitantes
Valongo: 75 fogos e 275 habitantes
Arneiro: 142 fogos e 632 habitantes
Vale de Serranas: 11 fogos e 45 habitantes
Outeiro: 49 fogos e 227 habitantes
Bicas: 30 fogos e 128 habitantes
Caniceira: 21 fogos e 82 habitantes
Palhota: 1 fogo e 7 habitantes
Areias de Baixo: 2 fogos e 7 habitantes
Casal do Meio: 2 fogos e 14 habitantes
Parrada: 9 fogos e 35 habitantes
S. Macário: 4 fogos e 20 habitantes
Arreciadas: 25 fogos e 110 habitantes
[Arrifana]: 2 fogos e 10 habitantes
Celões: 3 fogos e 18 habitantes
Estação de Abrantes: 3 fogos e 6 habitantes
A minha contagem final foi de 389 fogos e 1662 habitantes
Nota: a imagem foi colhida após autorização verbal da Directora do arquivo Distrital de Santarém

Rol de Confessados e Comungados de S. Miguel do Rio Torto de 1886


ROL DE 1886

[Fonte do Vale]: 2 fogos e 9 habitantes
[Portela]: 2 fogos e 9 habitantes
[Sarnadas]: 6 fogos e 30 habitantes
[Valongo]: 70 fogos e 270 habitantes
[Arneiro]: 138 fogos e 270 habitantes
[Vale de Serranas]: 8 fogos e 34 habitantes
[Outeiro]: 48 Fogos e 226 habitantes
Bicas: 31 fogos e 124 habitantes
Caniceira: 6 fogos e 21 habitantes
Vale de Cortiças: 8 fogos e 31 habitantes
[Salvadorinho]: 4 fogos e 20 habitantes
Areias de Baixo: 4 fogos e 17 habitantes
[Casal do Meio]: 1 fogo e 6 habitantes
[Parrada]: 12 fogos e 39 habitantes
[S. Macário]: 4 fogos e 17 habitantes
[Arreciadas]: 24 fogos e 105 habitantes
Arrifana: 3 fogos e 8 habitantes
[Campo]: 2 fogos e 9 habitantes
A minha contagem final foi de 378 fogos e 1571 habitantes.
Nota: No caso deste rol, como em outros, poderão surgir em parêntesis rectos. Isto porque o pároco não pôs os nomes dos locais mas dá para distinguir já que ficou um espaço e também pelos habitantes em comparação com outros róis, por esta razão de não ter lá o nome do local mas de sabermos com toda a certeza que local é tem de ficar em parêntesis rectos.
Nota1: A imagem foi captada após autorização verbal da Directora do Arquivo Distrital de Santarém.
A imagem tem apenas a primeira folha do documento.

Rol de Confessados e Comungados de S. Miguel do Rio Torto de 1884


ROL DE 1884

Fonte do Vale: 1 fogo e 4 habitantes
Portela: 2 fogos e 8 habitantes
Sarnadas: 6 fogos e 26 habitantes
Valongo: 68 fogos e 223 habitantes
Arneiro: 106 fogos e 415 habitantes
Outeiro da Maia: 4 fogos e 19 habitantes
Cova da Maia: 24 fogos e 99 habitantes
Outeiro: 47 fogos e 182 habitantes
Bicas: 32 fogos e 105 habitantes
Caniceira: 5 fogos e 12 habitantes
Vale Seco: 1 fogo e 3 habitantes
Vale Cortiças: 11 fogos e 33 habitantes
Salvadorinho: 2 fogos e 8 habitantes
Palhota: 1 fogo e 6 habitantes
Areias de Cima: 1 fogo e 6 habitantes
Areias de Baixo: 4 fogos e 15 habitantes
Casal do Meio: 1 fogo e 6 habitantes
Parrada: 9 fogos e 33 habitantes
S. Macário: 5 fogos e 14 habitantes
Arreciadas: 29 fogos e 93 habitantes
Arrifana: 4 fogos e 10 habitantes
Moinho Meio: 1 fogo e 3 habitantes
Celões: 3 fogos e 7 habitantes
Quintas: 1 fogo e 6 habitantes
Estação de Abrantes: 3 fogos e 9 habitantes
Campo: 2 fogos e 7 habitantes
A minha contagem final foi 373 fogos e 1352 habitantes
Nota: a imagem foi captada após autorização verbal da Directora do Arquivo Distrital de Santarém.
A imagem tem apenas a primeira página do documento.

Rol de Confessados e Comungados de S. Miguel do Rio Torto de 1883



ROL DE 1883

Fonte do Vale: 1 fogo e 5 habitantes
Portela: 2 fogos e 8 habitantes
Sarnadas: 5 fogos e 25 habitantes
Valongo: 64 fogos e 222 habitantes
Arneiro: 108 fogos e 425 habitantes
Outeiro da Maia: 5 fogos e 21 habitantes
Cova da Maia: 25 fogos e 94 habitantes
Outeiro: 44 fogos e 76 habitantes
Bicas: 32 fogos e 80 habitantes
Caniceira: 2 fogos e 6 habitantes
Vale Seco: 1 fogo e 4 habitantes
Vale Cortiças: 11 fogos e 31 habitantes
Salvadorinho: 2 fogos e 10 habitantes
Palhota: 1 fogo e 4 habitantes
Areias de Cima: 1 fogo e 7 habitantes
Areias de Baixo: 4 fogos e 19 habitantes
Casal do Meio: 1 fogo e 6 habitantes
Parrada: 9 fogos e 35 habitantes
S. Macário: 6 fogos e 19 habitantes
Arreciadas: 29 fogos e 96 habitantes
Arrifana: 3 fogos e 5 habitantes
Campo 1 fogos e 2 habitantes
Estação de Abrantes: 2 fogos e 6 habitantes
Celões: 1 fogo e 2 habitantes
Quintas: 1 fogo e 5 habitantes
A minha contagem final foi 361 fogos e 1313 habitantes
Nota: A imagem foi captada após autorização verbal da Directora do Arquivo Distrital de Santarém

Rol de Confessados e Comungados de S. Miguel do Rio Torto de 1882



ROL DE 1882

Fonte do Vale: 1 fogo e 5 habitantes
Portela: 2 fogos e 8 habitantes
Sarnadas: 5 fogos e 23 habitantes
Valongo: 67 fogos e 227 habitantes
Arneiro: 102 fogos e 420 habitantes
Outeiro da Maia: 5 fogos e 19 habitantes
Cova da Maia: 24 fogos e 95 habitantes
Outeiro: 46 fogos e 176 habitantes
Bicas: 32 fogos e 106 habitantes
Caniceira: 3 fogos e 6 habitantes
Vale Seco: 2 fogos e 5 habitantes
Vale de Cortiças: 10 fogos e 26 habitantes
Salvadorinho: 2 fogos e 9 habitantes
Palhota: 1 fogo e 6 habitantes
Areias de Cima: 1 fogo e 7 habitantes
Areias de Baixo: 4 fogos e 17 habitantes
Casal do Meio: 2 fogos e 11 habitantes
Parrada: 8 fogos e 28 habitantes
S. Macário: 6 fogos e 17 habitantes
Arreciadas: 28 fogos e 88 habitantes
Arrifana: 4 fogos e 88 habitantes
Campo: 1 fogo e 2 habitantes
Estação de Abrantes: 2 fogos e 6 habitantes
Celões: 1 fogo e 2 habitantes
Quintas: 1 fogo e 5 habitantes
A minha contagem final foi de 360 fogos e 1322 habitantes.
Nota: a partir daqui não tenho as anotações finais do pároco, tal como a contagem final, facto que apenas me será possível após uma ida ao Arquivo Distrital de Santarém e a posterior actualização no site.
Nota 1: A imagem foi captada após autorixação verbal da Directora do Arquivo Distrital de Santarém.
Aimagem é apenas da primeira folha do documento.

quarta-feira, janeiro 03, 2007

Rol de Confessados e Comungados de S. Miguel do Rio Torto de 1880



ROL DE 1880

Fonte do Vale: 1 fogo e 4 habitantes

Portela: 2 fogos e 4 habitantes

Sarnadas: 5 fogos e 22 habitantes

Valongo: 63 fogos e 220 habitantes

Arneiro: 105 fogos e 405 habitantes

Outeiro da Maia: 6 fogos e 21 habitantes

Cova da Maia: 21 fogos e 86 habitantes

Outeiro: 43 fogos e 173 habitantes

Bicas: 34 fogos e 103 habitantes

Caniceira: 5 fogos e 16 habitantes

Vale de Cortiças: 8 fogos e 25 habitantes

Salvadorinho: 7 fogos e 21 habitantes

Palhota: 1 fogo e 4 habitantes

Areias de Cima: 1 fogo e 5 habitantes

Areias de Baixo: 3 fogos e 11 habitantes

Casal do Meio: 2 fogos e 11 habitantes

Parrada: 5 fogos e 18 habitantes

S. Macário: 6 fogos e 20 habitantes

Arreciadas: 27 fogos e 85 habitantes

Arrifana: 3 fogos e 9 habitantes

Moinho Meio: 1 fogo e 7 habitantes

Campo: 1 fogo e 2 habitantes

Estação de Abrantes: 3 fogos e 8 habitantes

Celões: 2 fogos e 8 habitantes

A minha contagem final foi de 358 fogos e 1292 habitantes, enquanto que a do pároco foi 352 fogos e 1242 habitantes.

Nota final do pároco:

Todos comprirão com o divino preceito de confissão e comunhão esta quaresma de 1880, excepto António Pereira Lacúrdio do fogo número 350, que sendo necessário juro in fide parochii. E eu igualmente compri com o divino preceito e por ser verdade me assigno.

Nota: A imagem foi captada após autorização verbal da Directora do Arquivo Distrital de Santarém.

A imagem tem apenas a primeira folha do documento.

Rol de Confessados e Comungados de S. Miguel do Rio Torto em 1876


ROL DE 1876
Portela: 2 fogos e 5 habitantes
Sarnadas: 7 fogos e 24 habitantes
Valongo: 55 fogos e 215 habitantes
Arneiro: 98 fogos e 363 habitantes
Outeiro da Maia: 5 fogos e 16 habitantes
Cova da Maia: 26 fogos e 105 habitantes
Outeiro: 43 fogos e 147 habitantes
Bicas: 32 fogos e 88 habitantes
Caniceira: 3 fogos e 11 habitantes
Vale Seco: 2 fogos e 4 habitantes
Vale de Cortiças: 7 fogos e 22 habitantes
Salvadorinho: 7 fogos e 26 habitantes
Palhota: 1 fogo e 4 habitantes
Areias de Baixo: 5 fogos e 16 habitantes
Casal do Meio: 2 fogos e 7 habitantes
Parrada: 7 fogos e 20 habitantes
S. Macário: 5 fogos e 20 habitantes
Arreciadas: 26 fogos e 79 habitantes
Arrifana: 4 fogos e 11 habitantes
Moinho Meio: 1 fogo e 6 habitantes
Campo: 3 fogos e 5 habitantes
Estação de Abrantes: 3 fogos e 7 habitantes
Celões: 3 fogos e 9 habitantes
Fonte do Vale: 1 fogo e 3 habitantes
Casal de Frades: 1 fogo e 2 habitantes
a minha contagem final foi 349 fogos e 1210 habitantes. Porém, a contagem do pároco foi de 348 fogos e 1198 habitantes.
Nota final do pároco:
Todos comprirão com o preceito de confissão e comunhão esta quaresma de 1876, excepto Amélia do fogo número 146, João José de Vila Velha do fogo número 338, António da Silva Almeida do fogo número 341, João Vicente da Costa do fogo número 342, João adriano e sua criada no fogo número 343, Joaquim Vicente e sua mulher no fogo número 348, que sendo necessário juro in fide parochii. e eu igualmente compri com o divino preceito e por ser verdade me assigno.
3 de Junho de 1876. Padre José dos Santos Duarte Marques
Nota: a imagem foi capatada após autorização verbal da Directora do Arquivo Distrital de Santarém.
A imagem tem apenas a primeira folha do documento.

Rol de Confessados e Comungados de S. Miguel do Rio Torto de 1875


ROL DE 1875
Portela: 2 fogos e 3 habitantes
Sarnadas: 7 fogos e 23 habitantes
Valongo: 58 fogos e 219 habitantes
Arneiro: 97 fogos e 353 habitantes
Outeiro da Maia: 5 fogos e 17 habitantes
Cova da Maia: 26 fogos e 102 habitantes
Outeiro: 43 fogos e 152 habitantes
Bicas: 31 fogos e 77 habitantes
Caniceira: 4 fogos e 12 habitantes
Vale Seco: 1 fogo e 3 habitantes
Vale de Cortiças: 5 fogos e 16 habitantes
Salvadorinho: 7 fogos e 23 habitantes
Areias de Baixo: 3 fogos e 12 habitantes
Areias de Cima: 3 fogos e 11 habitantes
Casal do Meio: 3 fogos e 11 habitantes
Parrada: 6 fogos e 19 habitantes
S. Macário: 4 fogos e 13 habitantes
Arreciadas: 19 fogos e 67 habitantes
Arrifana: 3 fogos e 7 habitantes
Moinho Meio: 2 fogos e 8 habitantes
Campo: 3 fogos e 7 habitantes
Estação de Abrantes: 2 fogos e 6 habitantes
Celões: 3 fogos e 12 habitantes
Fonte do Vale: 1 fogo e 3 habitantes
Segundo a minha contagem final tem 334 fogos e 1168 habitantes. No entanto, segundo a contagem do pároco tem 334 fogos e 1154 habitantes.
Nota final do pároco:
Todos comprirão com o preceito da confissão e comunhão esta quaresma de 1875, excepto Ezequiel Neves e o seu filho Manuel do fogo número 105, Felisberto António Ferrira do fogo número 170, António Pereira do fogo número 329, Gabriel da Silva Tavares Russel do fogo número 330, João José do fogo número 326, que sendo necessário juro in fide parochii. Eu igualmente compri com o divino preceito e por ser verdade me assigno.
14 de Junho de 1875. Padre José dos Santos Duarte Marques.
Nota: a imagem foi captada após autorização verbal da Directora do Arquivo Distrital de Santarém.
Tem apenas a primeira folha do documento.