S. Miguel do Rio Torto: Actualidade e História

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Natural de S. Miguel do Rio Torto (Abrantes). Licenciado em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Estágio Profissional no Arquivo Histórico do Concelho de Abrantes. Pós-graduado em Ciências Documentais (Arquivo). Organizou e Inventariou o Arquivo da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra. Mestre em História - Museologia pela Universidade de Coimbra. Interesses de Investigação: História da vida estudantil, História da Universidade, Patrimónios material e imaterial da vida estudantil. Museu Académico de Coimbra. Autor de vários livros como as biografias de Lucas Junot, Dr. Joaquim Isabelinha e de instituições como o Museu Académico de Coimbra. Trabalho na Galeria Académica do Museu da Ciência da Universidade de Coimbra.

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

S. Miguel do Rio Torto: As "Estórias" e as Lendas

A História é feita com documentos após comprovada a autenticidade destes através da análise Paleográfica e Diplomática e, nomeadamente, através do cruzamento de informação destes mesmos documentos.
Também a História Oral é importante e muita informação chega-nos por esta via, embora em meu entender tenha de haver alguma reserva quanto à informação que nos é legada através de testemunhos orais: são as chamadas "estórias". Normalmente estas "estórias" partiram de um acontecimento verídico, no entanto, foram sendo "transformadas" ao longo dos tempos por quem as conta e pela conveniência de quem as conta, por exemplo: num testemunho oral, a pessoa que conta a "estória" do seu clube de futebol tem tendência a aumentar, fazendo mais do que é, é aquilo a que se pode dizer: quem conta um conto acrescenta-lhe um ponto.
Apesar de tudo, isto não quer dizer que a História Oral não é importante, os testemunhos orais são importantes, sobretudo na História Local, mas há que ter certas reservas pelas razões que apresentadas.
Decidimos apresentar algumas dessas "estórias" ou lendas, de tradição oral que povoam a nossa terra, que nós próprios ouvimos de boca em boca, contudo, também houve o cuidado de não referir nomes, pois em algumas das "estórias" os factos são muito recentes e poderão ferir susceptibilidades entre os familiares dos visados.
Apresentamos seguidamente algumas "estórias": A Lenda da Sr. ª da Conceição; A Sr. ª da Conceição escondida na Cova da Mourisca; As Eleições do General Humberto Delgado em S. Miguel do Rio Torto.
A LENDA DA SR. ª DA CONCEIÇÃO
Antes de começar esta "estória", refiro que já a vi publicada na obra da Dr. ª Isilda Jana intitulada Histórias à Lareira e, segundo nota desta obra, editada em 1997, terá sido objecto de recolha de dois micaelenses citados na obra. Contudo, antes da obra ser publicada, quero frisar que já conhecia a "estória".
A Lenda da Sr. ª da Conceição que hoje está na capela de S. Miguel do Rio Torto está relacionada com as Invasões Francesas.
Em 1807, durante a primeira invasão francesa, o exército do General Andoche Junot chegava a Abrantes e, como é natural, do ponto de vista militar, Junot pretendeu um ponto estratégico importante e, nada melhor que o monte em que está situada a aldeia de S. Miguel do Rio Torto, pois tinha as condições estratégicas importantes: era um monte, ficava na margem do Tejo contrária a Abrantes. Como tal, enviou parte do seu exército para ocupar posições.
Dizem as lendas que as tropas francesas se terão aquartelado mais ou menos entre o Valongo e as Sarnadas (zona onde hoje está situada a capela) e que nessas tropas vinha um oficial francês de alta patente bastante ferido a quem terá valido uma habitante de S. Miguel do Rio Torto. Após ter recuperado dos ferimentos, o oficial francês terá dado a essa habitante a "Nossa Sr. ª da Conceição" que hoje está na capela em sinal de agradecimento, referindo até os comentários que passados muitos anos esse oficial terá vindo a S. Miguel do Rio Torto visitar a Sr. ª que o ajudou a recuperar dos ferimentos.
E assim foi a "estória" da chegada da Sr. ª da Conceição a S. Miguel do Rio Torto.
A SR. ª DA CONCEIÇÃO ESCONDIDA NA COVA DA MOURISCA
Neste caso as fontes orais não são unânimes quanto ao momento em que terá acontecido: umas referem que terá sido na primeira República.
Conta-se que terá tido a intenção de levarem a "Sr. ª da Conceição" para fora de S. Miguel e terá tentado a todo o custo levendo até a GNR para conseguir os seus intentos, contudo, diz a lenda, o povo de S. Miguel do Rio Torto, ter-se-á concentrado junto da capela e uma senhora, no meio da confusão, terá conseguido esconder a Santa debaixo da saia e no meio da confusão levá-la para lugar seguro: Diz-se que a teve escondida na "Cova da Mourisca" (local junto das Sarnadas) até a situação acalmar, altura em que regressou de novo ao altar.
AS ELEIÇÕES DO GENERAL HUMBERTO DELGADO EM S. MIGUEL DO RIO TORTO
Em 1958, a oposição ao Estado Novo, pela primeira vez não desistia das eleições com um sério candidato à Presidência da República que fez tremer o regime, para mais, um candidato da oposição que era um dissidente do Regime.
Tal como em muitos locais do país, estas eleições pautaram-se pela fraude eleitoral e elementos do Regime a fazerem o tudo por tudo para o Almirante Américo Tomás (candidado oficial do Regime) vencer.
Em S. Miguel do Rio Torto, diz-se, que dois importantes caudilhos do Regime fingiam ler o jornal e deitavam na urna de voto, boletins de voto favoráveis ao candidato do Regime, até que um dos principais membros da oposição Repúblicana se apercebeu e terá chegado à porta alarmando todos ao afirmar: Pessoal! Estamos a ser Roubados: eu vi-os a porem boletins de voto nas urnas!
Gerou-se a confusão, difícil de controlar para os elementos do regime, ao que o regedor terá ameaçado que o Regimento de Infantaria de Abrantes estaria pronto a disparar sobre a aldeia se a situação não voltasse à normalidade. De facto, as coisas voltaram à normalidade.
Ainda neste facto, será curioso relatar outra situação. Os eleitores das Arreciadas vinham votar a S. Miguel, como tal, os elementos do Regime foram às Arreciadas buscar os eleitores de carro para votarem no Américo Tomás, porém, à saída, um descaiu-se e disse que tinham votado no Humberto Delgado! Os elementos do Regime não os foram levar às Arreciadas: tiveram de ir a pé!
FICAM ASSIM APRESENTADAS ALGUMAS DAS "ESTÓRIAS" DE S. MIGUEL DO RIO TORTO.
BIBLIOGRAFIA
JANA, Isilda - Histórias à Lareira. Abrantes: Palha de Abrantes, 1997.

sábado, fevereiro 17, 2007

Manuel Faria: um Desportista Micaelense






Também na área do Desporto a Freguesia teve uma ilustre personagem: o atleta Manuel Faria.
Manuel Faria nasceu a 12 de Dezembro de 1930 no local de Carvalhal, Freguesia de S. Miguel do Rio Torto. Cedo se interessou por desporto e, sobretudo, pelo atletismo, tendo praticado esta modalidade em várias equipas até ficar como atleta do Sporting.
Teve um Record Ibérico de corrida, contudo, o seu nome fica mais ligado à famosa corrida de S. Silvestre, em S. Paulo, Brasil.
Manuel Faria foi Bi-Campeão da corrida de S. Silvestre em 1956 e 1957, o que ainda é dado a conhecer em sites brasileiros sobre a corrida de S. Silvestre.
Posteriormente, afastou-se do atletismo, radicando-se no Barreiro onde faleceu em 2004.
Fica assim apresentado mais um Micaelense que dignificou o Desporto.
IMAGENS
Imagem 1 e 2: Manuel Faria em plena corrida.
Imagem 3: Manuel Faria com o famoso atleta Carlos Lopes.
SITES ONDE SE PODE CONSULTAR INFORMAÇÃOSOBRE MANUEL FARIA
Informação sobre Manuel Faria pode ser consultada nos seguintes sites:

terça-feira, fevereiro 13, 2007

Requalificação de Ruas de S. Miguel do Rio Torto

Segundo foi anunciado hoje no Site da Câmara Municipal de Abrantes em: www.cm-abrantes.pt vão vão ser requalificadas mais ruas e já foi feita a adjudicação.
Segue-se o texto que vem mencionado no site da Câmara e que foi retirado na íntegra do site:
Um conjunto de arruamentos em S. Miguel do Rio Torto vai ser alvo de trabalhos de requalificação. O processo de concurso para execução da empreitada já foi aprovado. O valor orçamental previsto é de 262.147,62€ e o prazo de execução de 120 dias.Serão alvo desta requalificação os seguintes arruamentos:
Rua Campo da Bola
Rua das Palmeiras
Travessa nº1 do Bairro Novo
Rua Canto das Fróias I
Rua Canto das Fróias II
Travessa da PraçaBeco à Rua General Avelar Machado
Largo General Avelar Machado
Rua João Augusto da Silva Martins
Travessa da Rua João Augusto da Silva Martins
Rua da Fonte
Travessa da Rua da Fonte
Rua Cabeço da Maia
Travessa nº 1 do Valongo
Travessa nº 2 do Valongo

Desta forma, ficaram já requalificados todos os arruamentos de S. Miguel do Rio Torto, pelo que a Junta de Freguesia está de parabéns pelo trabalho efectuado.

Os Edifícios da Junta de Freguesia de S. Miguel do Rio Torto ao longo dos tempos












Como já foi descrito no post sobre a Junta de Freguesia e os seus Presidentes, durante muito tempo foram os Párocos que exerceram a Função de Presidente, daquilo a que se chamava na época a Junta de Paróquia. Como um dos meus interesses de estudo despoletado pelo estudo da Ciência da Informação Arquivística foi a evolução da Administração Local (Municípios e Freguesias). Desde o Século XIX, com o advento do Liberalismo e dos "Liberalismos" que se lhe seguiram ao longo do Século XIX, foi muito importante estudar a evolução da Administração Local através dos Códigos Administrativos que proliferaram desde o Século XIX, com destaque para os de 1836, 1842, 1878, 1896, 1913, 1936, além da legislação das Autarquias publicada em 1984 e mais recentemente em 1999. Estes Códigos Administrativos e a Legislação dos anos 80 e 90, trazem os cargos, as funções/competências, entre outras coisas.
Isto prende-se para o facto de em toda a Bibliografia que consultei acerca do assunto em causa, não ter encontrado nada específico acerca do edifício da Junta de Freguesia: qualquer legislação, normas, ou o que quer que fosse (não quer dizer que não venha a encontrar, se isso acontecer, será posteriormente acrescentado), pelo que através das imagens (a contar de cima para baixo), vamos referir uma a uma a informação que puder ser disponibilizada.
IMAGEM 1
É o que resta da que terá sido a primitiva Junta de Paróquia de S. Miguel do Rio Torto no Século XIX. Fica situada no "Canto do Padre" e era a casa onde habitava o Pároco (o terreno ainda hoje pertence à Paróquia), logo, decerto que seria ali, na casa onde habitava o Pároco que, presumivelmente, seria a Junta de Paróquia no Século XIX. Além disso, também não nos é possível acrescentar datas, pois não há nada que o comprove.
IMAGEM 2
Durante grande parte da vigência do Estado Novo, terá sido neste edifício contíguo à habitação de quem durante grande parte do citado regime exerceu as funções de Regedor: o Sr. Firmino Antunes, vulgo "Firmino Claro", como ainda se pode ver as iniciais no portão verde: FA.
É impossível avançar com qualquer data de quando terá ali funcionado, apenas sabemos pela História oral que funcionou no primeiro andar daquele edifício no Largo do Pinheirinho, onde ainda podemos observar a haste para colocar a Bandeira.
IMAGEM 3
Posteriormente funcionou naquele edifício no "Largo da Praça" durante muitos anos, embora seja impossível avançar também com datas, embora possamos afirmar que nas décadas de 70, 80 e 90 do Século passado funcionou ali.
IMAGEM 4
Em fase de transição, durante pouco tempo, até à inauguração do actual edifício, também funcionou no Edifício da Escola Primária, pelos menos até à inauguração do actual edifício.
IMAGEM 5
É o actual edifício, localizado na Urbanização do Vale das Donas. Edifício que comporta a Junta de Freguesia (porta do lado esquerdo) e a Extensão do Centro de Saúde (porta do lado direito), que foi recentemente inaugurada.
Este edifício, QUE MAIS PARECEU AS OBRAS DE SANTA ENGRÁCIA, já que começou ser construido desde sensívelmente o início da década de 90 do Século passado e apenas foi concluído e inaugurado no dia 1 de Outubro de 2005.
A partir daqui a Junta de Freguesia passou a funcionar neste edifício, acumulando também as funções de posto de Correio desde que os CTT pretenderam extinguir o posto de Correio de S. Miguel do Rio Torto.
Por detrás do edifício, como se pode observar na imagem, está também o depósito de água de S. Miguel do Rio Torto, cujo edifício foi recentemente alvo de pintura exterior.
Desta forma, ficam apresentados os edifícios onde funcionou a Junta de Freguesia de S. Miguel do Rio Torto ao longo dos tempos.


terça-feira, fevereiro 06, 2007

A Evolução dos dados estatísticos da Freguesia de S. Miguel do Rio Torto: dos primórdios comprovados por documentos à actualidade registada nos Censos

Antes da abordagem efectiva dos dados estatísticos da Freguesia de S. Miguel do Rio Torto, será pertinente fazer uma análise generalizada do tema.
Começamos pela palavra Estatística que, segundo Fernando de Sousa, provém do étimo latino Estatisticum e significa algo que diz respeito ao Estado, tanto que, durante muito tempo, usou-se a palavra Estadística e só depois evoluiu para Estatística.
O Autor referido tem razão quando refere que é algo que interessa ao estado porque, desde sempre o Estado teve interesse nos "números", nomeadamente por razões fiscais ou por razões militares (interessava saber o número de soldados), por isso, no Século XIII, não admira que D. Dinis tenha promovido os Arrolamentos de Besteiros, com o objectivo de controlar as forças militares.
Também D. João III promoveu os Numeramentos 1527 e 1532 e, mais tardiamente, o Marquês de Pombal, em consequência do Terramoto de 1755, ordenou que todas as paróquias respondessem a um questionário para apurar os estragos provocados pelo Terramoto em todo o país, o que ficou conhecido por Memórias Paroquiais que hoje nos dão muita informação importante. (ver post sobre este tema).
Também em 1798 o Intendente Pina Manique achou importante estas questões e mandou fazer um Censo, que na História ficou conhecido como o Censo de Pina Manique.
Em 1801 e 1849, tembém houve Censos, no entanto, o Primeiro Recenseamento Geral da População, efectuado pela Repartição Geral de Estatística foi em 1864. A partir daqui, o Estado preocupou-se ainda mais com as Estatísticas e promoveu os Censos que ainda hoje se mantêm.
No entanto, não podemos olvidar outro aspecto importante que nos dá resultados estatísticos, que são as Corografias e existem várias, em diferentes épocas, das quais destacamos a do Padre Carvalho da Costa e a de Francisco Cardoso de azevedo, além do Dicionário Corográfico de Pinho Leal: todas estas corografias fornecem bastante informação.
Além disto, não podemos deixar de lado a documentação produzida pelas paróquias no exercício das suas competências/funções, como os Róis de Confessados e Comungados (consultar os posts deste tema), que nos dão dados estatísticos importantes, emboram não nos transmitam resultados universais, já que os menores de 8 anos não se iam confessar, por consequência, não constam nos Róis de Confessados e Comungados. Contudo, à falta de outra documentação, é a que está disponível.
Também os Registos de Baptismo (até 1910, depois são Registos de Nascimento), Casamento e Óbito nos dão importantes dados estatísticos após uma contagem.
Passamos agora à Freguesia de S. Miguel do Rio Torto em particular. Para apurar os dados estatísticos tivemos de nos fundamentar em fontes já referidas como: Corografias, Censo de Pina Manique, os dados de Manuel António Morato na sua obra Memória Histórica da Notável Vila de Abrantes, os Róis de Confessados e Comungados disponíveis e sobretudo os Censos, embora no cruzamento de dados entre as várias fontes, os números muitas vezes não coincidam.
Tantámos explorar ao máximo as fontes disponíveis, mas ainda haveria mais, como os Registos de Baptismo, Casamento e Óbito, que estão dispersados pela Torre do Tombo, Arquivo Distrital de Santarém e Conservatória do Registo Civil de Abrantes. Não fora o facto de ter de me deslocar a Lisboa e Santarém inúmeras vezes para fazer a contagem de todos estes dados, além das inúmeras dificuldades que, por norma, as funcionárias do Registo Civil de Abrantes têm o gosto de fazer aos investigadores, pondo toda a qualidade de obstáculos, como já nos aconteceu, por isso, não é possível ainda inserir estas fontes, pode ser que um dia ainda o venha a fazer.
Terminado este esclarecimento, seguem-se os dados provenientes das diferentes fontes consultadas.
EVOLUÇÃO DOS DADOS ESTATÍSTICOS DA FREGUESIA DE S. MIGUEL DO RIO TORTO
1706 - BASEADO NA COROGRAFIA PORTUGESA DO PADRE ANTÓNIO CARVALHO DA COSTA
- Tem 150 habitações: São Miguel de Rio Torto, curado annexo à Igreja de S. João, tem cento & cincoenta vizinhos.
1758 - BASEADO NAS MEMÓRIAS PAROQUIAIS
- Tem duzentas e noventa e uma habitações e 601 habitantes: Tem duzentos hum vezinhos e seiscentas e noventa e huma pessoaz.
1798 - BASEADO NO CENSO DE PINA MANIQUE
- Tem 240 fogos.
1801 - BASEADO NO CENSO DE 1801 (Tem a designação de Rio Torto)
- 253 Fogos;
- 817 Habitantes (406 homens e 411 mulheres);
- 27 Nascimentos (13 homens e 14 mulheres);
- 28 Óbitos (12 homens e 16 mulheres).
1849 - BASEADO NO CENSO DE 1849 (Tem da designação de Rio Torto)
- 269 Fogos;
- 894 Habitantes (423 homens e 471 mulheres);
- 28 Nascimentos (12 homens e 16 mulheres);
- 20 Óbitos (9 homens e 11 mulheres);
- 6 Casamentos.
- 1859 - BASEADO NOS RÓIS DE CONFESSADOS E COMUNGADOS
- 305 Fogos (minha contagem);
- 302 Fogos (contagem do Pároco);
- 991 Habitantes (minha contagem);
- 970 Habitantes (contagem do Pároco).
- 1860 - BASEADO NOS RÓIS DE CONFESSADOS E COMUNGADOS
- 305 Fogos (minha contagem e contagem do Pároco);
- 1020 Habitantes (minha contagem);
- 1019 Habitantes (contagem do Pároco).
- 1861 - BASEADO EM VÁRIAS FONTES
RÓIS DE CONFESSADOS E COMUNGADOS:
- 319 Fogos (minha contagem);
-318 Fogos (contagem do Pároco);
- 1034 Habitantes (minha contagem);
- 1037 Habitantes (contagem do Pároco).
MANUEL ANTÓNIO MORATO, que se baseou no Mapa Estatístico da População do Concelho de Abrantes:
- 320 Fogos;
- 1252 Habitantes (552 homens e 700 mulheres);
- 32 Nascimentos (12 homens e 20 mulheres);
- 35 Óbitos (24 homens e 11 mulheres);
- 11 Casamentos
1862 - BASEADO EM MANUEL ANTÓNIO MORATO
- 353 Fogos;
-1262 Habitantes (446 homens e 706 mulheres);
- 47 Nascimentos (20 homens e 27 mulheres);
- 37 Óbitos (22 homens e 15 mulheres);
- 21 Casamentos.
1863 - BASEADO EM MANUEL ANTÓNIO MORATO
- 341 Fogos;
- 1081 Habitantes (500 homens e 581 mulheres);
- 50 Nascimentos (31 homens e 19 mulheres);
- 39 Óbitos (14 homens e 25 mulheres);
- 12 Casamentos.
1864 - BASEADO EM VÁRIAS FONTES
RÓIS DE CONFESSADOS E COMUNGADOS:
- 341 Fogos (minha contagem);
- 328 Fogos (contagem do Pároco);
- 1037 Habitantes (minha contagem);
- 1031 Habitantes (contagem do Pároco).
MANUEL ANTÓNIO MORATO:
- 328 Fogos;
- 1080 Habitantes (525 homens e 555 mulheres);
- 48 Nascimentos (26 homens e 22 mulheres);
- 39 Óbitos (24 homens e 15 mulheres);
- 13 Casamentos.
CENSO DE 1864:
- 332 Fogos;
- 1363 Habitantes (695 homens e 668 mulheres).
1865 - BASEADO EM VÁRIAS FONTES
RÓIS DE CONFESSADOS E COMUNGADOS:
- 318 Fogos (minha contagem);
- 317 Fogos (contagem do Pároco);
- 987 Habitantes (minha contagem);
- 954 Habitantes (contagem do Pároco).
MANUEL ANTÓNIO MORATO:
- 317 Fogos;
- 994 Habitantes (435 homens e 559 mulheres);
- 69 Nascimentos (35 homens e 34 mulheres);
- 57 Óbitos (33 homens e 24 mulheres);
- 9 Casamentos;
1866 - BASEADO EM MANUEL ANTÓNIO MORATO
- 307 Fogos;
- 1011 Habitantes (441 homens e 570 mulheres);
- 47 Nascimentos (29 homens e 18 mulheres);
- 24 Óbitos (12 homens e 12 mulheres);
- 8 Casamentos.
1867 - BASEADO EM VÁRIAS FONTES
RÓIS DE CONFESSADOS E COMUNGADOS:
- 314 Fogos (minha contagem);
- 313 Fogos (contagem do Pároco);
- 1097 Habitantes (minha contagem);
- 1070 Habitantes (contagem do Pároco);
MANUEL ANTÓNIO MORATO:
- 307 Fogos;
- 1104 Habitantes (545 homens e 559 mulheres);
- 47 Nascimentos (26 homens e 21 mulheres);
- 51 Óbitos (30 homens e 21 mulheres);
- 10 Casamentos.
1868 - BASEADO EM VÁRIAS FONTES
RÓIS DE CONFESSADOS E COMUNGADOS:
- 313 Fogos (minha contagem);
- 307 Fogos (contagem do Pároco);
- 1086 Habitantes (minha contagem);
- 1087 Habitantes (contagem do Pároco)
MANUEL ANTÓNIO MORATO:
- 307 Fogos
- 1288 Habitantes (570 homens e 718 mulheres);
- 58 Nascimentos (32 homens e 26 mulheres);
- 26 Óbitos (16 homens e 10 mulheres);
- 8 Casamentos.
1869 - BASEADO NOS RÓIS DE CONFESSADOS E COMUNGADOS
- 312 Fogos (minha contagem e contagem do Pároco);
- 1093 Habitantes (minha contagem);
- 1087 Habitantes (contagem do Pároco).
1870 - BASEADO NOS RÓIS DE CONFESSADOS E COMUNGADOS
- 316 fogos (minha contagem);
- 315 Fogos (contagem do Pároco);
- 1116 Habitantes (minha contagem);
- 1110 Habitantes (contagem do Pároco).
1871 - BASEADO NOS RÓIS DE CONFESSADOS E COMUNGADOS
- 320 Fogos (minha contagem);
- 311 Fogos (contagem do Pároco);
- 1112 Habitantes (minha contagem);
- 1105 Habitantes (contagem do Pároco).
1873 - BASEADO NOS RÓIS DE CONFESSADOS E COMUNGADOS
- 319 Fogos (minha contagem);
- 320 Fogos (contagem do Pároco);
- 1139 Habitantes (minha contagem);
- 1131 Habitantes (contagem do Pároco).
1874 - BASEADO NOS RÓIS DE CONFESSADOS E COMUNGADOS
- 326 Fogos (minha contagem);
- 319 Fogos (contagem do Pároco);
- 1186 Habitantes (minha contagem);
- 1125 Habitantes (contagem do Pároco).
1875 - BASEADO NOS RÓIS DE CONFESSADOS E COMUNGADOS
- 334 Fogos (minha contagem e contagem do Pároco);
- 1168 Habitantes (minha contagem);
- 1154 Habitantes (contagem do Pároco).
1876 - BASEADO NOS RÓIS DE CONFESSADOS E COMUNGADOS
- 349 Fogos (minha contagem);
- 348 Fogos (contagem do Pároco);
- 1210 Habitantes (minha contagem);
- 1198 Habitantes (contagem do Pároco).
1878 - BASEADOS NOS CENSOS DE 1878
- 1582 Habitantes.
1880 - BASEADO NOS RÓIS DE CONFESSADOS E COMUNGADOS
- 358 Fogos (minha contagem);
- 353 Fogos (contagem do Pároco);
- 1292 Habitantes (minha contagem);
- 1242 Habitantes (contagem do Pároco).
1882 - BASEADO NOS RÓIS DE CONFESSADOS E COMUNGADOS
- 360 Fogos;
- 1322 Habitantes.
1883 - BASEADO NOS RÓIS DE CONFESSADOS E COMUNGADOS
- 361 Fogos;
- 1313 Habitantes.
1884 - BASEADO NOS RÓIS DE CONFESSADOS E COMUNGADOS
- 373 Fogos;
- 1352 Habitantes.
1886 - BASEADO NOS RÓIS DE CONFESSADOS E COMUNGADOS
- 378 Fogos;
- 1571 Habitantes.
1887 - BASEADO NOS RÓIS DE CONFESSADOS E COMUNGADOS
- 389 Fogos;
- 1662 Habitantes.
1889 - BASEADO NOS RÓIS DE CONFESSADOS E COMUNGADOS
- 389 Fogos;
- 1547 Habitantes.
1890 - BASEADO EM VÁRIAS FONTES
RÓIS DE CONFESSADOS E COMUNGADOS:
- 452 Fogos;
- 1678 Habitantes.
CENSOS DE 1890:
- 1778 Habitantes.
1895 e 1896 - BASEADO NOS RÓIS DE CONFESSADOS E COMUNGADOS
- 526 Fogos;
- 1752 Habitantes.
1897 - BASEADO NOS RÓIS DE CONFESSADOS E COMUNGADOS
- 488 Fogos;
- 1711 Habitantes.
1900 - BASEADO NOS CENSOS DE 1900
- 2227 Habitantes.
1911 - BASEADO NOS CENSOS DE 1911
653 Fogos divididos pelos seguinte lugares:
- Arreciadas, 67
- Arrifana, 55
- Bicas, 53
- Casal do Meio, 3
- Parrada, 5
- Salvadorinho, 4
- Vale Cortiças, 10
- Moinho Meio, 3
- S. Macário, 5
- S. Miguel do Rio Torto, 429
- Vale das Donas, 4
- Fogos Isolados, 15
2499 Habitantes, distribuidos pelos seguintes lugares:
- Arreciadas, 258
- Arrifana, 228
- Bicas, 189
- Casal do Meio, 10
- Parrada, 25
- Salvadorinho, 21
- Vale Cortiças, 35
- Moinho Meio, 12
- S. Macário, 31
- S. Miguel do Rio Torto, 1601
- Vale das Donas, 21
- Isolados, 68
* Nota: Esta População vem referenciada como sendo a População Presente.
1920 - BASEADO NOS CENSOS DE 1920
- 2999 Habitantes.
1930 - BASEADO NOS CENDOS DE 1930
- 3392 Habitantes.
1940 - BASEADO NOS CENSOS DE 1940
1077 Fogos distribuidos pelos seguintes lugares:
- Areias, 13
- Arreciadas, 165
- Arrifana, 198
- Bicas, 115
- Cabrito, 22
- Caniceira, 8
- Parrada, 10
- Salvadorinho, 10
- Vale Cortiças, 24
- S. Macário, 9
- S. Miguel do Rio Torto, 441
- Fogos Isolados, 62
3740 Habitantes, distribuidos pelos seguintes lugares:
- Areias, 37
- Arreciadas, 498
- Arrifana, 633
- Bicas, 448
- Cabrito, 71
- Caniceira, 60
- Parrada, 22
- Salvadorinho, 30
- Vale Cortiças, 80
- S. Macário, 25
- S. Miguel do Rio Torto, 1689
- Isolados, 147
* Nota: Esta População é indicada como a População Presente.
1950 - BASEADO NOS CENSOS DE 1950
- 4357 Habitantes
1960 - BASEADO NOS CENSOS DE 1960
1615 Fogos distribuidos pelos seguintes lugares:
- Areias, 18 Fogos
- Arreciadas, 244 Fogos
- Arrifana, 214 Fogos
- Bicas, 232 Fogos
- Cabrito, 69 Fogos
- Caniceira, 11 Fogos
- Casal do Meio, 6 Fogos
- Parrada, 13 Fogos
- Salvadorinho, 18 Fogos
- Vale Cortiças, 22 Fogos
- Fonte do Vale, 5 Fogos
- Maiorga, 11 Fogos
- Moinho Meio, 6 Fogos
- S. Macário, 11 Fogos
- S. Miguel do Rio Torto, 695 Fogos
- Vale das Donas, 7 Fogos
- Fogos Isolados, 33
4756 Habitantes, distribuidos pelos seguintes lugares:
- Areias, 8
- Arreciadas, 705
- Arrifana, 879
- Bicas, 639
- Cabrito, 287
- Caniceira, 32
- Casal do Meio, 9
- Parrada, 43
- Salvadorinho, 44
- Vale de Cortiças, 61
- Fonte do Vale, 17
- Maiorga, 34
- Moinho Meio, 10
- S. Macário, 27
- S. Miguel do Rio Torto, 1687
- Vale das Donas, 9
- Isolados, 85
* Esta População está indicada como a População Residente.
1970 - BASEADO NOS CENSOS DE 1970
- 1805 Fogos
- 4785 Habitantes (2320 homens e 2465 mulheres)
* Nota: a População indicada é a População Residente.
1981 - BASEADO NOS CENSOS DE 1981
- 1795 Edifícios;
- 4614 Habitantes (2235 homens e 2380 mulheres)
* Nota: a População indicada é a População Residente.
1991 - BASEADO NOS CENSOS DE 1991
- 4022 Habitantes (1948 homens e 2074 mulheres)
- Densidade Populacional: 76, 80 habitantes/ Km2
2001 - BASEADO NOS CENSOS DE 2001
- 3422 Habitantes (1642 homens e 1780 mulheres)
- Densidade Populacional: 65,30 habitantes/Km2
BIBLIOGRAFIA
- AZEVEDO, Francisco Cardoso de - Novo Diccionário Chorográphicho de Portugal Continental e Insular contendo as Divisões Administrativa, Judicial, Ecclesiástica e Militar. Porto: Typographia a Vapor de José da Silva Mendença, 1906;
- A População de Portugal em 1798: o Censo de Pina Manique. Paris: Fundação Calouste Gulbenkian, Centro Cultural Português, 1970;
- CAMPOS, Renato - As Freguesias do Distrito de Santarém: algumas referências e indicadores territoriais, sociais e económicos. Santarém: Gabinete de Estudos do Governo Civil, 2001;
- COSTA, António Carvalho da - Corografia Portugueza e descripçam topográfica do famoso Reyno de Portugal. Lisboa: Na Officina de Valentim da Costa Deslandes, 1706;
- INE - 1 º Recensamento da Habitação: 1970. [S. L.]: [S. N.], [S. D.];
- INE - X Recenseamento Geral da População no Continente e Ilhas Adjacentes. [S. L.]: [S. N.], [S. D.];
- INE - 11 º Recenseamento da População: 1970. [S. L.]: [S. N.], [S. D.];
- INE - XX º Recenseamento Geral da População e II º Recensamento Geral da Habitação: 1981. [S. L.]: [S. N.], [S. D.];
- MORATO, Manuel António; MOTA, João Valentim Fonseca da; CAMPOS, Eduardo (Notas Críticas) - Memória Histórica da Notável Vila de Abrantes. Abrantes: Câmara Municipal de Abrantes, 2002;
- SILVEIRA, Luís Nuno Espinha da - Os Recenseamentos da População Portuguesa de 1801 e 1849. Lisboa: INE, 2001;
- SOUSA, Fernando de - História da Estatística em Portugal. Lisboa: INE, [1995].
AGRADECIMENTOS
Agradecimento especial à Delegação de Coimbra do INE pelas informações prestadas.

quinta-feira, fevereiro 01, 2007

S. Miguel do Rio Torto: Breve Caracterização






Talvez esse devesse ter sido o artigo inicial do Site, não o foi, estava no antigo site que já foi apagado, no entanto, mais vale tarde do que nunca e aqui vai uma breve apresentação de S. Miguel do Rio Torto em particular e da Freguesia no plano geral.
S. Miguel do Rio Torto é uma aldeia e sede de Freguesia do Concelho de Abrantes, Distrito de Santarém e Província do Ribatejo, Freguesia que tem uma área aproximada de 53 metros quadrados e segundo os Censos de 1991(Informação mais recente que disponho, pelo menos, para já), tem as seguintes informações:
- 3188 eleitores.
- 4022 habitantes, sendo 1948 homens e 2074 mulheres.
- Em relação à estrutura estária tem: 546 habitantes (13,6 %) entre os 0 e 14 anos; 2598 habitantes (64,6 %) entre os 15 e 64 anos; 878 habitantes (21, 8%) com mais de 65 anos.
- Em relação à Estrutura Económica, da população total de 4022 habitantes, a população activa é de 1453, o que representa uma taxa de actividade de 40,2 %
- A população empregada trabalha no: Sector Primário, 232 (16 %); Sector Secundário, 666 (45,8 %), Sector Terciário, 555 (38,2 %).
- Em relação ao grau de instrução da população residente, divide-se pelos seguintes critérios: Não sabe ler nem escrever, 696 (18,4 %); Ensino Primário, 1936 (51,3 %); Ensino Preparatório, 386 (10,2 %); Ensino Secundário, 645 (17,1 %); Outro Ensino, 111 (2,9 %). Isto revela uma taxa de analfabetismo de 18,9 %.
- Em relação à Taxa de Natalidade, esta é de 5,7 % e a de Mortalidade é de 13,4 %.
Contudo, isto são dados referentes a 1991, dado que não possuo outros mais recentes que, porventura, venha a conseguir, serão também introduzidos.
A Freguesia de S. Miguel do Rio Torto é composta pelos seguintes lugares: Areias, Arreciadas, Arrifana, Bicas, Cabrito, Caniceira, Carvalhal, Casal de Frades, Casal do Meio, Estação de Abrantes, Fonte do Vale, Lameiras, Moinho Meio, Quintas, Salvadorinho, S. Macário, S. Miguel do Rio Torto, Sarnadas, Vale de Cortiças, Vale das Donas. O que perfaz pelo menos 20 locais.
A Nível Administrativo, seguundo se pode observar na figura 1, confronta com as Freguesias de Bemposta, Rossio ao Sul do Tejo, S. Facundo, Tramagal, isto no Concelho de Abrantes, dado que também confronta com o Concelho de Constância e a Freguesia de Santa Margarida da Coutada do referido Concelho e, não fora a fronteira natural que constitui o Rio Tejo, também confrontaria com a Freguesia de S. Vicente.
Contudo, não devemos esquecer que no Século XIX, com a Reforma Administrativa do País preconizada pelo Setembrismo de Passos Manuel que, com o Código Administrativo de 1836, descentralizou o poder, caracterizando-se pela criação de novos Concelhos e o Concelho de Abrantes viu-se afectado com isso, já que, por breve tempo, três freguesias do Concelho de Abrantes passaram para outros Concelhos, por exemplo, Mouriscas e Souto, passaram para o Concelho de Sardoal, por outro lado, Ulme, no concelho da Chamusca, foi elevada a Concelho e a Bemposta ficou a pertencer ao Concelho de Ulme por um breve periodo, pelo menos nas palavras de Jaime Jorge Marques, com o argumento de que grande parte dos habitantes de Bemposta trabalhavam em Ulme, só que esses mesmos habitantes não quiseram passar para o Concelho de Ulme. Tudo isto, para afirmar que no Século XIX, a Freguesia de S. Miguel do Rio Torto também confrontou com o então Concelho de Ulme.
Por outro lado, a Freguesia de S. Miguel do Rio Torto também abrange uma parte da zona urbana de Abrantes, nomeadamente no Cabrito, Arrifana e Estação de Abrantes.
Os documentos que fazem alusão a S. Miguel do Rio Torto, vêm de longínquos tempos e encontram-se no Arquivo Histórico do Concelho de Abrantes "Eduardo Campos".
No plano Hidrográfico, a Freguesia é banhada pelo Rio Torto que, segundo as memórias paroquiais de 1758 (que têm um artigo estão transcritas neste site), nasce num local chamado Padrão que se situa mesmo no limite do Concelho de Abrantes, na Freguesia de Bemposta.
Além disso, também o Rio Tejo banha a Freguesia de S. Miguel do Rio Torto.
Os documentos que fazem alusão a S. Miguel do Rio Torto vêm de tempos remotos e encontram-se no Arquivo Histórico do Concelho de Abrantes "Eduardo Campos". Contudo, destes documentos, há que destacar o mais importante que, neste caso, é o que comprova que S. Miguel do Rio torto já é Freguesia. Trata-se do Livro das Fintas (Imposto da Época Moderna) de 1707, o que prova que S. Miguel do Rio Torto já é Freguesia pelo menos desde 1707 (SÃO MIGUEL DO RIO TORTO FARÁ ESTE ANO 300 ANOS DE FREGUESIA), isto não quer dizer que antes S. Miguel do Rio Torto não era já Freguesia, só que este é o documento mais remoto que o prova e até que não apareça um documento mais antigo com valor probatório que após a respectiva análise Paleográfica e Diplomática prove ser verdadeiro, ficará esta data como a data de que já é Freguesia.
Outro facto relevante a registar, é que primeiramente o povoado terá sido junto ao Rio Torto, mais ou menos na zona das "Quintas" e onde é actualmente o cemitério paroquial de S. Miguel do Rio Torto, contudo, desceonhece-se quando a população passou a habitar no monte onde actualmente se encontra a aldeia, além de não esquecermos que a certo momento Século XVI, segundo afirma o Professor Joaquim Candeias Silva o local de Penhosinhos (junto a S. Miguel actualmente) teria mais habitantes que S. Miguel! Facto é que actualmente este local não tem quaisquer vestígios de ter sido habitado.
Um dos cartões de visita de S. Miguel do Rio Torto é o Vinho, já que em S. Miguel, porventura, contam-se pelos dedos as casas que não têm adega e lagar para produzir o vinho. Pois na região circundante de S. Miguel quando alguém fala desta terra a primeira coisa que lhe associam logo é o vinho, que se caracteriza por ser produzido artesanalmente e é bom, mas forte, por norma com cerca de 14 º.
S. Miguel do Rio Torto é uma zona onde predominam duas árvores, a oliveira e o sobreiro, facto a que também estará associada a indústria que predomina na Freguesia.
A Nível de Indústria, predomina a pequena-média empresa com destaque para: a Indústria Corticeira (com várias empresas deste sector na Freguesia); a Industria do Azeite, com destaque para duas empresas: o Vítor Guedes, que produz o célebre "Azeite Gallo" (apesar de trazer nas embalagens deste Azeite Rossio ao Sul do Tejo, a verdade é que se situa no Local de Carvalhal, Freguesia de S. Miguel do Rio Torto) e a Sociedade Agrícola "Casal das Sarnadas", do Eng. º André de Chastonay Luís Lopes, que produz o Azeite "Ourugal", a que se tem acesso pela net no site deste em: www.ourogal.com
Fora esta "Indústria de Base" mais importante, também há pequena empresa de Metalomecânica (Matos Gomes LDA, em S. Macário) e no sector das Cápsulas, com a SOPOCASA (Sociedade Portugues de Cápsulas), também em S. Macário.
Tabém em S. Miguel do Rio torto há colectividades como a Associação Rio Torto, com site em: www.assriotorto.blogspot.com e a Casa do Povo de S. Miguel do Rio Torto, fundada a 11 de Janeiro de 1934, tendo o actual edifício sido inaugurado a 15 de Julho de 1956, com a presença do então Ministro das Corporações, Dr. Henrique Veiga de Macedo. O site da Casa do Povo pode ser visionado em: www.cp-smrt.pt
Fica assim apresentada esta terra sobre a qual versa este site e que um dia poderão visitar.
BIBLIOGRAFIA
- CAMPOS, Eduardo: SILVA, Joaquim Candeias - Dicionário Toponímico e Etímológico do Concelho de Abrantes. Abrantes: Câmara Municipal de Abrantes, 1987;
- CAMPOS, Renato - As Freguesias do Distrito de Santarém: algumas referências e principais indicadores territoriais, sociais e económicos. Santarém: Gabinete de Estudos do Governo Civil, 2001;
- Livro das Fintas do Concelho de Abrantes de 1707;
- MARQUES, Jaime Jorge - Ulme, uma Vila: as suas Histórias e Tradições. Ulme: Junta de Freguesia de Ulme, 2002;
- SILVA, Joaquim Candeias - Abrantes: a Vila e o seu termo no tempo dos Filipes (1580-1640). Lisboa: Edições Colibri, 2000.
LEGENDA DAS IMAGENS
1- Imagem do Concelho de Abrantes com a Freguesia de S. Miguel do Rio Torto destacada a negro.
2 e 3 - Imagens aéreas de S. Miguel do Rio Torto.
NOTA: As imagem 1, foi retirada do site da Wikipédia, referente a S. Miguel do Rio Torto. As imagens 2 e 3 foram retiradas da net, do site: www.fotoabrantes.planetaclix.pt